Geral Gripe Aviária
Brasil pode retomar exportações de frango em menos de um mês, diz ministro
País busca reconquistar status de livre da gripe aviária após caso registrado no Rio Grande do Sul
20/05/2025 11h37
Por: Admin Fonte: Agência Brasil

O Brasil pode voltar a exportar carne de frango dentro de 28 dias, caso não apareçam novos casos de gripe aviária no território nacional. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o ministro, o período de 28 dias corresponde ao ciclo do vírus da gripe aviária. Se nenhuma nova infecção for registrada nesse prazo, o país poderá, com base científica, retomar o status de livre da doença.

“Estamos atuando com rigor para conter a contaminação. Com o bloqueio e a inutilização da produção da granja afetada, o risco de novos casos é drasticamente reduzido. Se tudo correr bem, em menos de um mês voltamos à normalidade”, explicou Fávaro.

Apesar disso, ele destacou que o retorno das exportações será gradual, já que alguns países podem exigir garantias adicionais antes de reabrirem seus mercados. “Não significa que todos vão comprar de imediato, mas é um passo importante.”

China prestes a liberar frango do RS

O ministro também comentou que a China estava prestes a retomar as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, após suspender as importações no ano passado por conta de um caso da doença de Newcastle. Segundo ele, o governo chinês se mostrou satisfeito com os relatórios apresentados e estava prestes a retirar as restrições.

Porém, o novo foco de gripe aviária — confirmado na última sexta-feira (16) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS) — alterou os planos.

Segurança do consumidor

Apesar das preocupações com o comércio internacional, o Ministério da Agricultura garantiu que não há risco para quem consome carne ou ovos. A gripe aviária não é transmitida por alimentos, e os produtos brasileiros seguem seguros para consumo, conforme normas de inspeção.

Desde a confirmação do caso, China, União Europeia e Argentina suspenderam temporariamente as importações, mesmo sendo um foco isolado. Isso ocorre porque alguns acordos comerciais exigem a paralisação total das compras em caso de detecção da doença em qualquer parte do país.

O governo brasileiro segue monitorando a situação e adotando todas as medidas de contenção para garantir a segurança sanitária e a retomada das exportações o quanto antes.