Geral Agressão Infantil
Homem agride criança de 4 anos durante festa junina em escola
Homem alegou bullying contra seu filho; escola repudiou atitude e polícia investiga o caso
17/06/2025 10h28
Por: Admin Fonte: TN Online

Um homem de 41 anos foi detido neste domingo (15) após agredir uma criança de apenas 4 anos durante a festa junina de uma escola particular no bairro Vicente Pires, no Distrito Federal. O episódio aconteceu durante uma apresentação no palco da escola, diante de pais e professores.

Segundo testemunhas e vídeos divulgados nas redes sociais, o homem, identificado como Douglas Filipe Parisio Lima, subiu abruptamente ao palco, derrubou o menino no chão e o segurou pelo pescoço. A justificativa dada pela defesa do agressor foi de que a criança teria colocado o dedo no olho do filho dele, com quem já havia um histórico de atritos.

A agressão gerou revolta no local, e uma policial que participava do evento interveio imediatamente, dando voz de prisão ao agressor. No momento da abordagem, Douglas reagiu e chegou a dar um tapa no rosto da agente. Ele foi conduzido à delegacia, mas acabou liberado após a assinatura de um termo circunstanciado.

A escola, Colégio Liceu, emitiu uma nota de repúdio à violência, esclarecendo que a professora já estava mediando o conflito entre as crianças e lamentou a atitude precipitada do pai. "É inaceitável e revoltante que, após um ato tão grave, um adulto tente justificar — ou sequer cogite justificar — uma agressão física contra uma criança", diz o comunicado.

Ainda segundo a instituição, não havia registro de novos conflitos recentes entre os meninos, e o colégio já havia promovido uma reunião pedagógica com os pais das partes envolvidas, buscando resolver a situação com diálogo e orientação.

A defesa do agressor afirmou que ele está envergonhado, reconhece o erro e pediu desculpas à criança e à família. Mesmo assim, a agressão gerou ampla repercussão e está sendo investigada pela 8ª Delegacia de Polícia do DF, que apura possíveis crimes de lesão corporal, desacato e agressão contra agente público.

A repercussão do caso reacende o debate sobre os limites da intervenção dos pais nos conflitos infantis e sobre a importância de ambientes escolares seguros, com o devido respeito às autoridades educacionais e legais.