Uma tragédia abalou a cidade de Goiatuba, no sul de Goiás. O pequeno Ravi de Souza Figueiredo, de apenas 2 anos, morreu após um procedimento médico para retirar um grão de milho do nariz, realizado no Hospital Municipal. O caso ocorreu no dia 5 de abril, mas veio a público nesta semana após a família denunciar o que acredita ter sido um erro médico fatal.
Segundo os pais da criança, Ravi estava bem, respirando normalmente, e até conversando ao chegar no hospital. No entanto, o método utilizado para tentar remover o milho teria causado graves lesões internas. De acordo com o laudo da Polícia Científica, a equipe usou uma cânula com ar comprimido, que ao ser inserida no nariz do menino, provocou o rompimento do pulmão e do estômago, levando à insuficiência respiratória aguda.
Após o procedimento, os pais perceberam que a criança começou a vomitar e ficou com o abdômen inchado. Mesmo assim, ele recebeu alta. Horas depois, já em casa, o quadro se agravou. Ravi foi levado de volta ao hospital e transferido para Goiânia, onde não resistiu.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, mas a defesa da família pede o enquadramento por homicídio doloso indireto, pois, segundo o advogado, a equipe médica assumiu o risco ao aplicar um procedimento inadequado.
“O Ravi era saudável, feliz, e teve a vida interrompida por uma falha que poderia ter sido evitada. Queremos justiça”, declarou o pai, Josenilson Figueiredo.
A morte da criança causou comoção e revolta na comunidade, reacendendo o debate sobre a qualificação e a responsabilidade em atendimentos de urgência em hospitais públicos.