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Igreja causa polêmica ao promover tatuagem coletiva
Versículo bíblico foi marcado na pele de participantes dentro do templo; pastores e internautas criticam a ação
15/07/2025 17h13 Atualizada há 9 meses
Por: Admin

Um templo religioso em Balneário Camboriú (SC) está no centro de uma polêmica após realizar uma tatuagem coletiva dentro da própria igreja. A ação marcou na pele dos fiéis o versículo "Mateus 24:14", que fala sobre a missão de pregar o evangelho “até os confins da Terra”.

A iniciativa foi promovida pela Igreja Reino, conhecida por seu estilo moderno, uso de elementos minimalistas e ambientação parecida com uma balada gospel. A proposta dividiu opiniões nas redes sociais e gerou críticas por parte de líderes de outras vertentes evangélicas.

O pastor Rodrigo Sant’Anna foi um dos que se posicionaram contra. Segundo ele, os fiéis deveriam assumir a identidade de "escravos de Cristo", em vez de adotar práticas ligadas à aparência ou liberdade corporal. “Não é sobre marcar a pele, é sobre marcar o coração com o evangelho”, declarou.

A repercussão também reacendeu debates sobre passagens bíblicas como Levítico 19:28, que orienta a não fazer marcas no corpo, e sobre o uso de símbolos visuais na vivência da fé cristã. Para alguns internautas, a ação foi uma estratégia de marketing emocional, enquanto outros enxergaram como um gesto ousado de evangelização.

O líder da congregação, pastor Eduardo Reis, defendeu a iniciativa dizendo ter recebido uma "convicção divina" antes de também fazer a tatuagem. “É um memorial da missão que carregamos como cristãos. Um lembrete diário do nosso chamado”, afirmou.

Mesmo após ter criticado tatuagens no passado, chamando-as de “abominação”, o pastor afirmou que mudou sua visão ao entender o significado espiritual por trás da proposta.

O evento segue repercutindo e dividindo opiniões, ao tocar em questões delicadas entre tradição e contemporaneidade dentro das igrejas evangélicas no Brasil.