
O mês de julho de 2025 encerrou com um cenário atípico no Paraná: frio intenso e pouca chuva. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), todas as 49 estações meteorológicas do estado registraram temperaturas médias dentro ou abaixo da média histórica para o período. A maioria também teve volume de chuva inferior ao esperado.
Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, um bloqueio atmosférico no sul do continente impediu a chegada de frentes frias ao estado, o que explica a escassez de chuvas. Em 2025, apenas oito estações atingiram ou superaram a média histórica de precipitação em julho, com destaque para Toledo, que acumulou 101,6 mm — 15,4 mm acima da média local. Em contraste, Telêmaco Borba teve apenas 11,8 mm de chuva, contra uma média histórica de 94,7 mm.
Comparado a julho de 2024, a diferença é significativa. Naquele ano, 34 estações registraram chuvas acima de 80 mm, sendo oito com volumes superiores a 200 mm. Em 2025, apenas cinco estações ultrapassaram os 80 mm.
As temperaturas também chamaram atenção. Municípios como Cerro Azul, Cornélio Procópio, Palotina, Santo Antônio da Platina e Cruzeiro do Iguaçu apresentaram médias de 2°C a 3°C abaixo do normal. Curitiba, por sua vez, permaneceu 83 horas consecutivas com temperaturas abaixo de 10°C no início do mês — recorde que não era registrado desde 2013. No dia 2, a capital também teve a segunda menor temperatura máxima desde 1997, com 6,9°C.
“A ausência de chuva favoreceu a permanência das massas de ar polar no estado, mantendo as temperaturas mais baixas por mais tempo”, explicou Kneib.
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