
A 1ª Vara da Fazenda Pública de Toledo condenou um médico ortopedista vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) por ato de improbidade administrativa, após receber valores indevidos de pacientes para antecipar cirurgias ortopédicas na rede pública.
A investigação da 4ª Promotoria de Justiça de Toledo apontou que, entre 2014 e 2015, o profissional solicitava e recebia dinheiro em espécie em seu consultório particular, permitindo que pacientes “furassem a fila” do SUS. A prática foi descoberta durante operação conjunta do Ministério Público do Paraná e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 2015, que resultou em sua prisão em flagrante.
Além da condenação administrativa, o médico já possui sentença criminal por corrupção passiva em um processo e responde a outro na 2ª Vara Criminal de Toledo.
A decisão, proferida em 6 de agosto, determina a restituição de R$ 53.786,82 aos pacientes, perda da função pública, descredenciamento do SUS, suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa de R$ 107.573,64 e proibição de contratar com o poder público.
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