
Na última semana, o youtuber Felca provocou uma reflexão nacional ao denunciar a “adultização” de crianças e adolescentes — processo no qual jovens são incentivados, muitas vezes pelos próprios pais, a produzir conteúdo com conotação sexual nas redes sociais. Em busca de monetização, eles se tornam vulneráveis a pedófilos e a riscos como vícios, depressão e até suicídio.
Segundo o autor do artigo, Jefferson Viana, a adultização é resultado de um projeto planejado de destruição da infância, potencializado pela internet, que dá acesso irrestrito a conteúdos inadequados e molda valores. Ele resgata o passado, quando a TV aberta dedicava parte da programação a crianças, e aponta que mudanças como a Resolução nº 163 do CONANDA, que restringiu a publicidade infantil em 2014, reduziram drasticamente o conteúdo voltado aos pequenos, afetando principalmente famílias de baixa renda.
Para Viana, as crianças mais pobres ficaram expostas a conteúdos impróprios, enquanto as mais ricas mantêm acesso a programas adequados por meio de TV por assinatura e streaming. O texto também critica a influência de elites e ONGs na definição cultural, associando a sexualização precoce e outras pautas a um projeto político-ideológico.
O autor cita pensadores e textos bíblicos para reforçar que proteger a infância é um dever moral, espiritual e social. Para ele, as denúncias de Felca evidenciam um cenário em que parte do poder prefere silenciar vozes críticas a defender a inocência das crianças. “Os filhos de Deus não estão à venda”, conclui.
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