
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) abriu o Edital de Chamamento Público nº 001/2025 – DIN para selecionar um parceiro estratégico que participe de um projeto inovador: utilizar a extensa rede de esgoto da empresa para a passagem de fibras ópticas.
A iniciativa, inédita na América Latina, busca resolver um dos principais entraves da expansão da fibra óptica — o alto custo e a complexidade das obras subterrâneas —, aproveitando os mais de 43 mil quilômetros de redes coletoras existentes nos municípios atendidos pela companhia. A proposta é integrar o setor de saneamento ao de telecomunicações, amparada pela Lei Estadual nº 20.266/2020, que autoriza a instalação de fibras ópticas nessa infraestrutura.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que a ideia alia eficiência e inovação.
“O uso compartilhado das redes de esgoto com fibras ópticas gera receitas acessórias e entrega valor à sociedade, beneficiando tanto a empresa quanto a população”, disse.
Segundo o diretor de Inovação e Novos Negócios, Anatalicio Risden Júnior, além de sustentável e mais segura que cabos aéreos, a solução apoia o avanço da tecnologia 5G, impulsiona cidades inteligentes e fomenta a economia compartilhada.
O processo de seleção conta com a consultoria internacional Alvarez & Marsal para atrair parceiros nacionais e globais. Podem participar empresas, fundos de investimento e entidades de previdência complementar, individualmente ou em consórcio, desde que atendam aos requisitos do edital. O documento está disponível no site da Sanepar.
Para esclarecer dúvidas, haverá reunião virtual aberta em 29 de agosto de 2025, das 14h às 15h30, mediante inscrição prévia. Também serão realizadas reuniões bilaterais virtuais até 1º de setembro, com duração de até 60 minutos, para interessados que manifestarem interesse via formulário eletrônico.
O projeto é resultado de estudos iniciados em 2021, em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial. Embora já adotada em alguns países, a prática ainda é rara no Brasil.
“Queremos transformar esse potencial em realidade, com um parceiro que abrace a causa e perceba os benefícios para todos”, concluiu Risden.
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