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Mais de 70 acidentes ferroviários são registrados no Vale do Ivaí e Arapongas em menos de dois anos
Colisões entre veículos e trens representam a maior parte das ocorrências; ANTT cobra medidas de prevenção e reforça campanhas educativas
04/09/2025 09h17
Por: Admin

A região do Vale do Ivaí e Arapongas registrou mais de 70 acidentes ferroviários em passagens de nível nos últimos dois anos, média de quatro casos por mês. Os dados, levantados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mostram que entre janeiro e julho deste ano já foram 31 ocorrências – número próximo ao total de 2024, que teve 43 acidentes. No ano passado, o Paraná liderou o ranking nacional como o estado com mais registros desse tipo.

Em Apucarana, pelo menos cinco acidentes ocorreram somente em 2025. O mais recente envolveu uma van escolar que transportava professores e colidiu contra uma locomotiva no Distrito da Vila Reis. O motorista ficou ferido, mas não havia passageiros no momento. Em 2024, o município foi um dos cinco do Brasil com maior número de acidentes ferroviários, somando 11 registros.

Casos semelhantes também foram registrados em cidades próximas. Em Califórnia, um acidente em junho resultou na morte de um homem de 45 anos e deixou sua filha ferida. Já em Jandaia do Sul, Cambira e Arapongas, colisões recentes entre veículos e trens não tiveram vítimas fatais, mas reforçaram a gravidade do problema.

Segundo a ANTT, a maior parte dos acidentes é causada por colisões em passagens de nível, muitas vezes por desrespeito à sinalização. Também há registros de atropelamentos e descarrilamentos, embora em menor número. Para reduzir os riscos, a agência acompanha os planos de ação das concessionárias e cobra melhorias, incluindo obras de sinalização, campanhas educativas e o uso de novas tecnologias de monitoramento.

A concessionária Rumo, responsável pela malha ferroviária no Paraná, destacou a importância de pedestres e motoristas seguirem as regras de segurança. Em nota, a empresa reforçou que é essencial utilizar apenas passagens autorizadas, manter distância dos trilhos e, no caso dos condutores, parar antes da travessia e verificar se não há trens se aproximando.

O cenário alerta para a necessidade de maior conscientização e reforço das medidas preventivas, já que a região segue como uma das mais afetadas do país por acidentes envolvendo ferrovias.