
Um grupo de criminosos fortemente armados invadiu um internato feminino de ensino médio e sequestrou 25 alunas na madrugada desta segunda-feira (17), na região noroeste da Nigéria. Durante a ação, o vice-diretor da escola foi morto a tiros, e um segurança também ficou ferido.
Segundo informações do porta-voz da polícia local, Nafi’u Abubakar Kotarkoshi, os criminosos chegaram à instituição por volta das 4h (horário local), na comunidade de Maga, Estado de Kebbi, utilizando “armas sofisticadas” e efetuando disparos contínuos enquanto avançavam pelos dormitórios.
Quando as equipes policiais chegaram ao colégio, os suspeitos já haviam deixado o local, levando as estudantes e escapando por uma área de mata próxima. Nenhuma facção assumiu a autoria do ataque até o momento.
Este é mais um episódio que reforça o histórico de violência contra escolas na região. O Estado de Kebbi já havia registrado um sequestro em massa em 2021, quando mais de 100 estudantes e funcionários foram levados de uma escola pública.
O caso mais emblemático, porém, ocorreu em Chibok, em 2014, quando 276 meninas foram raptadas, gerando repercussão mundial e o movimento “Bring Back Our Girls”. Parte delas foi libertada ao longo dos anos, algumas retornaram com filhos, mas cerca de 100 ainda continuam desaparecidas.
Na Nigéria, os sequestros com objetivo de resgate tornaram-se frequentes, especialmente em estados do centro e do noroeste, onde grupos conhecidos como “bandidos” atuam há anos em áreas rurais com pouca presença do governo. O cenário de insegurança é agravado pela atuação do grupo extremista Boko Haram, que desde 2009 intensifica a violência armada no país.
Para tentar localizar as alunas levadas neste novo ataque, uma força-tarefa composta por policiais, militares e milícias comunitárias foi mobilizada. As equipes fazem buscas em rotas usadas pelos criminosos e vasculham a região de mata na tentativa de resgatar as vítimas e capturar os responsáveis.
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