Esportes Pescaria Esportiva
‘Rei do Mar’ dá as caras no Paraná e protagoniza cena impressionante em alto-mar
Pescadores enfrentaram força do peixe gigante e celebram um marco para a pesca esportiva do estado
03/12/2025 10h06
Por: Admin Fonte: Nosso Dia

A pesca esportiva no litoral do Paraná registrou um momento raro e histórico no último domingo (30). Uma equipe percorreu cerca de 200 quilômetros mar adentro para capturar — e posteriormente soltar — um enorme Marlin Azul, estimado em 250 quilos e aproximadamente 2,5 metros. A façanha, pouco comum na região, foi resultado de anos de estudo, planejamento e preparação.

Segundo Pedro Pizzato, integrante da equipe, alcançar um peixe desse porte no Paraná é algo excepcional. “A pesca do Marlin Azul, o famoso ‘Rei do Mar’, é reconhecida mundialmente. Aqui, porém, a profundidade necessária e as condições do mar tornam tudo muito mais difícil”, explica.

A estrutura da expedição começou muito antes da fisgada. A embarcação passou por manutenção completa, revisão elétrica e mecânica, reforço na autonomia de combustível, escolha criteriosa das iscas e análise detalhada das condições climáticas. De acordo com Pedro, nada é fruto de improviso. “Muita gente acha que é sorte, mas envolve mecânico, elétrico, preparação do barco, equipamentos corretos... foi uma construção de anos para tornar isso possível.”

A operação contou com três pescadores e o comandante da embarcação, que precisaram trabalhar de forma sincronizada durante o combate com o peixe. O piloto executou manobras fundamentais enquanto os pescadores se revezavam, enfrentando a força impressionante do Marlin Azul. “Seria praticamente impossível lutar sozinho com um peixe desse tamanho”, relata Pedro. “Foram quase duas horas de briga intensa, uma experiência indescritível.”

Encontrar um Marlin Azul nessa área do litoral é raríssimo. A espécie costuma passar pela região apenas em períodos específicos, geralmente entre outubro e dezembro. “Existem pouquíssimos registros no Paraná. Conheço uma ou duas pessoas que já tiveram essa sorte”, comenta.

Mesmo com a conquista, a equipe manteve o compromisso ambiental. O peixe não foi içado para dentro do barco, respeitando as normas da pesca esportiva. Assim que se aproximou da embarcação e soltou a isca, retornou ao mar sem ferimentos aparentes. “O peixe vivo vale mais do que morto. A pesca esportiva só cresce porque existe essa consciência”, destaca Pedro.

A jornada longa, o esforço físico, a técnica envolvida e a devolução do animal ao habitat natural transformaram o dia em um marco para os pescadores. Para eles, o Marlin Azul continua sendo o troféu simbólico dos mares. “É o sonho de qualquer pescador. Um momento que a gente leva para a vida inteira”, finaliza.