
Um ciclone extratropical formado entre o Paraguai e a Argentina provoca, nesta terça-feira (9), uma das situações meteorológicas mais críticas do ano no Sul do Brasil. O sistema, que avança pelo Rio Grande do Sul em direção ao oceano, gera risco extremo de tempestades, ventos violentos, granizo e grande volume de raios.
Na noite de segunda-feira (8), os primeiros reflexos já foram sentidos pelos gaúchos. Diversas cidades registraram danos causados por chuva intensa e rajadas fortes, como quedas de árvores, destelhamentos e interrupção de energia elétrica. Municípios como Farroupilha, Flores da Cunha, Lajeado, Teutônia e Antônio Prado estão entre os mais atingidos. Equipes da Defesa Civil e bombeiros atuam na distribuição de lonas e na remoção de árvores caídas.
A Climatologia aponta que o ciclone deve seguir para alto-mar, intensificando a nebulosidade e mantendo o Litoral gaúcho em situação mais delicada, com previsão de mar agitado e ondas próximas de 2,5 metros.
O avanço do sistema não afeta apenas os gaúchos. No Paraná, praticamente todo o estado está sob alerta para tempestades intensas ao longo desta terça-feira. Órgãos meteorológicos estaduais e federais apontam risco elevado de chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento que podem superar 70 km/h — e, em algumas regiões, ultrapassar 100 km/h — além de possibilidade de granizo.
As regiões Oeste, Centro-Sul e Litoral são as que devem sentir os efeitos com maior intensidade, mas as demais áreas também podem registrar transtornos, como alagamentos, queda de árvores e interrupções de energia.
A Defesa Civil orienta que a população busque abrigo seguro durante as tempestades, evite permanecer próximo de árvores e desligue aparelhos eletrônicos em caso de descargas atmosféricas. Condutores devem ter atenção redobrada devido ao risco de pistas escorregadias e baixa visibilidade.
Entre os municípios gaúchos que já registraram prejuízos estão:
Antônio Prado: residências destelhadas e quedas de árvores;
Estrela: galpão danificado atingiu rede elétrica;
Farroupilha: casa destelhada e bairros sem energia;
Flores da Cunha: mais de 40 imóveis e prédios públicos danificados;
Gentil: telhados afetados e árvores caídas;
Lajeado: danos estruturais em edifícios;
Nova Pádua: casas destelhadas e população parcialmente desalojada;
Pinto Bandeira: danos em residências;
São Vendelino: vias obstruídas e falta de energia;
Teutônia: telhados danificados e moradores desabrigados.
Mesmo com o deslocamento do ciclone em direção ao oceano, os efeitos indiretos devem continuar influenciando o clima no Rio Grande do Sul e no Paraná ao longo da semana. A recomendação é que a população siga acompanhando os avisos oficiais e reforçando medidas de segurança.
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