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Em discurso forte, Lula critica governos anteriores e fala em “ano da comparação”
Presidente defendeu que 2026 seja o ano da comparação entre seu governo e as gestões Temer e Bolsonaro
20/01/2026 15h12
Por: Admin Fonte: Nosso Dia

Em um discurso com tom político e eleitoral, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta terça-feira (20) que o ano de 2026 deve ser dedicado à comparação entre os resultados do atual governo e os mandatos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Lula, a proposta é analisar o período que teve início após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, comparando os sete anos das gestões anteriores com os três primeiros anos do atual governo. Para o presidente, essa avaliação é necessária para que a população compreenda as diferenças entre os projetos políticos.

Durante a fala, Lula fez críticas diretas ao governo Bolsonaro, afirmando que o País sofreu graves retrocessos no período e que os primeiros anos de sua atual gestão foram voltados à reconstrução e recuperação de políticas públicas. Ele também destacou a importância de confrontar informações falsas e discursos distorcidos.

O presidente mencionou episódios recentes de desinformação nas redes sociais, nos quais trechos de discursos teriam sido retirados de contexto. Entre eles, falas relacionadas a um evento realizado na última sexta-feira (16), que circularam com interpretações consideradas equivocadas pelo governo.

Lula ressaltou que combater a disseminação de informações falsas exige explicação e transparência, enquanto a mentira, segundo ele, se espalha com facilidade. Para o presidente, a comparação entre os governos é fundamental para esclarecer a população e enfrentar o que classificou como uma “era da mentira”.

Ainda nesta terça-feira, o presidente esteve em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde participou da entrega de 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção. As moradias fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades e foram viabilizadas por meio da destinação de imóveis da União que estavam sem uso ou ociosos para habitação social.