Saúde Vacina contra câncer
Nova vacina contra câncer de pele mostra resultados históricos em estudo clínico
Imunizante com tecnologia de mRNA reduz chances de recorrência do melanoma, segundo pesquisa de fase 2
21/01/2026 17h13
Por: Admin Fonte: TN Online

Um estudo clínico de fase 2 trouxe novos indícios de avanço no tratamento do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. De acordo com os dados divulgados, uma vacina terapêutica experimental foi capaz de reduzir em até 49% o risco de recorrência da doença ou de morte entre pacientes diagnosticados em estágios avançados.

A pesquisa acompanhou, ao longo de cinco anos, 157 pacientes com melanoma em estágio 3 ou 4 que passaram por cirurgia para retirada completa do tumor. Parte dos participantes recebeu a vacina experimental, baseada na tecnologia de mRNA e denominada intismeran, associada ao imunoterápico pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda. O grupo de comparação foi tratado apenas com o medicamento.

O estudo foi conduzido com apoio das farmacêuticas Moderna e Merck (MSD, no Brasil), responsáveis pelo desenvolvimento do imunizante e do medicamento, respectivamente. Apesar dos resultados animadores, os dados ainda não foram publicados em uma revista científica com revisão por pares.

Especialistas avaliam os achados com cautela. Segundo o oncologista Antonio Buzaid, cofundador do Instituto Vencer o Câncer, vacinas terapêuticas vêm sendo estudadas há décadas e têm como objetivo estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais, de forma semelhante ao que ocorre com vacinas desenvolvidas contra a covid-19. No entanto, ele ressalta que ainda não há comprovação definitiva de que esse tipo de vacina aumente a sobrevida global de pacientes com melanoma.

A expectativa é que novos dados tragam respostas mais conclusivas. O recrutamento para o estudo de fase 3 já foi finalizado, e outras pesquisas estão em andamento para testar a eficácia da vacina em diferentes tipos de câncer.

Atenção aos sinais do melanoma

O melanoma costuma apresentar características específicas que servem de alerta, como assimetria da lesão, bordas irregulares, variação de cores, diâmetro superior a seis milímetros e mudanças ao longo do tempo em tamanho, forma ou coloração.

A prevenção continua sendo fundamental. Especialistas reforçam a importância de evitar a exposição excessiva ao sol e à radiação ultravioleta desde a infância, utilizando protetor solar e outras medidas de proteção. O dano causado pela radiação é cumulativo, o que torna o cuidado precoce essencial para reduzir o risco da doença.