Polícia Homicídio
Polícia Civil aponta pai como principal suspeito da morte de criança de 3 anos em Manaus
Crime teria sido motivado por conflitos envolvendo pensão alimentícia e fim do relacionamento
24/01/2026 09h17
Por: Admin Fonte: TN Online

A Polícia Civil do Amazonas divulgou, na manhã desta sexta-feira (23), informações sobre os acontecimentos que antecederam a morte de Manoel Franco de Melo Neto, de 3 anos, ocorrida na quinta-feira (22), na Zona Norte de Manaus.

O principal suspeito do crime é o próprio pai da criança, de 48 anos.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teria sido motivado por conflitos envolvendo o pagamento de pensão alimentícia e o fim do relacionamento entre o suspeito e a mãe da criança.

O casal manteve um relacionamento entre 2021 e 2025 e estava separado recentemente.

Segundo a investigação, horas antes do crime, o homem foi até a residência da ex-companheira.

Durante a conversa, houve um desentendimento após ele ser cobrado sobre responsabilidades financeiras com os filhos e informado de que a mulher recorreria à Justiça.

A situação teria provocado uma reação agressiva por parte do suspeito.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o homem ameaçando a ex-companheira com uma faca, na presença do outro filho do casal, um bebê de 10 meses, reforçando o relato apresentado à polícia.

Após a discussão, o suspeito seguiu até a casa do próprio pai, onde Manoel costumava permanecer às quintas-feiras.

No início da noite, ele alegou que daria banho na criança e permaneceu trancado no banheiro por um longo período.

Diante da demora e do silêncio, o avô forçou a entrada no local e encontrou a criança desacordada.

A perícia apontou que a morte foi causada por traumatismo craniano, além de ferimentos provocados por objeto cortante.

As forças de segurança montaram uma força-tarefa para localizar e prender o suspeito.

Informações extraoficiais indicam que o caso gerou forte repercussão na região, inclusive entre grupos criminosos que atuam no local, embora essa informação não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.