Polícia Fatalidade
Dois homens morrem após discussão com motorista de aplicativo em Francisco Beltrão
Discussão entre motorista de aplicativo e passageiros acabou com dois mortos e investigação policial
03/02/2026 08h46
Por: Admin Fonte: G1

Um motorista de aplicativo é investigado pela morte de dois irmãos durante a madrugada de domingo (1º), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. De acordo com a polícia, nem o motorista nem os passageiros possuíam autorização para porte de arma.

Segundo o delegado Ricardo Moraes, o desentendimento começou após os passageiros derrubarem cerveja no veículo. Depois de deixar o grupo no destino, o motorista retornou para devolver uma bolsa esquecida e comentou que o ocorrido teria comprometido sua noite de trabalho. Nesse momento, houve a discussão.

Em depoimento, o motorista afirmou que um dos irmãos tentou sacar um revólver durante a briga e que o outro o atacou com uma faca. Ele disse ter reagido atirando. A arma utilizada pelo motorista é registrada, mas ele não tem autorização para porte. Já o revólver encontrado com um dos passageiros não era registrado.

As vítimas foram identificadas como Adriano Lima dos Santos, de 20 anos, e Jeferson Lima dos Santos, de 30. Um deles morreu no local. O outro foi socorrido pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos. A terceira passageira não se feriu e prestou depoimento.

A Polícia Militar foi acionada após relatos de disparos. No local, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, um revólver calibre .22 e uma faca. O motorista permaneceu no local e acionou o socorro médico.

O motorista foi preso em flagrante por homicídio e porte irregular de arma de fogo, mas foi liberado após audiência de custódia. Ele alegou legítima defesa. Conforme o delegado, o fato de o suspeito ser réu primário e ter colaborado com as autoridades foi considerado na análise inicial.

A defesa do motorista afirmou que ele agiu para proteger a própria vida diante de uma agressão iminente e destacou que a Justiça entendeu haver indícios de legítima defesa ao conceder a liberdade provisória.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Paraná.