Lorena nasceu de cesariana depois de 41 semanas de gestação. Segundo os pais, a gravidez era considerada de risco, devido a diabetes gestacional e infecções urinárias recorrentes. O parto normal foi induzido, mas não evoluiu. A cesariana foi realizada apenas no dia seguinte, após troca de plantão.
De acordo com o relato da família, a bebê nasceu sem chorar e precisou ser reanimada. Os médicos informaram que ela havia aspirado mecônio — primeira evacuação do recém-nascido — o que pode indicar sofrimento fetal e causar complicações respiratórias. Mesmo com encaminhamento à UTI Neonatal, Lorena morreu no dia 13 de fevereiro.
O delegado responsável pelo caso informou que aguarda o prontuário médico e que testemunhas e profissionais envolvidos serão ouvidos. O material passará por perícia técnica para apurar se houve erro na conduta médica.
O hospital já havia sido fiscalizado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná, em novembro de 2025. A vistoria apontou 27 irregularidades, incluindo falta de médicos nas escalas de obstetrícia e pediatria, além de problemas estruturais.
Após a fiscalização, a prefeitura substituiu a organização responsável pela gestão. Desde 1º de fevereiro de 2026, a unidade passou a ser administrada pela S3 Gestão em Saúde, com contrato de 12 meses.
A prefeitura informou que reforçou as equipes médicas, iniciou compra de equipamentos e realiza melhorias estruturais. A S3 declarou que o atendimento seguiu os protocolos e que colabora com as investigações.
O caso segue sob apuração.