Polícia Prisão
Três policiais militares são presos suspeitos de ligação com o crime organizado
Ministério Público aponta suspeita de fornecimento de armas, vazamento de informações e até assassinatos por encomenda
26/02/2026 07h41
Por: Admin Fonte: G1 Paraná

Três policiais militares — dois soldados e um cabo — foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (25), em Maringá, no norte do Paraná. A ação foi realizada durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná.

De acordo com o MP-PR, os agentes são investigados por envolvimento em uma série de crimes, entre eles fornecimento de armas a integrantes do crime organizado, manipulação de ocorrências policiais e falsificação de flagrantes. Um dos suspeitos também é apontado como possível autor de homicídios sob encomenda. Os nomes dos policiais não foram divulgados oficialmente.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Maringá e Mandaguaçu. O 4º Batalhão da Polícia Militar, unidade onde os investigados estavam lotados, e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná deram apoio à operação.

Segundo o coronel José Renato Mildemberger, as apurações tiveram início após uma ação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Em 2023, durante uma operação contra o tráfico de drogas, foi apreendido um celular que, após análise dos dados, apresentou indícios da possível ligação dos policiais com uma organização criminosa.

A partir dessas informações, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou investigação formal em 2025. Conforme nota divulgada pelo MP, as evidências indicam que um dos policiais atuaria como braço armado do grupo criminoso, sendo responsável por repassar informações sigilosas, realizar cobranças mediante violência, promover intimidações, fornecer armas de fogo — inclusive fuzis — e participar de execuções encomendadas.

Além disso, os investigadores apuram se os agentes utilizavam a função pública para negociar com traficantes, desviar drogas apreendidas, alterar registros de ocorrências e vazar dados confidenciais.

Até o momento, não há detalhes sobre a origem das armas supostamente fornecidas nem sobre o período exato de atuação do grupo. As investigações seguem em andamento e também buscam identificar possível participação de outras pessoas físicas ou jurídicas no esquema.