A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na quinta-feira (5), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra empresas do setor de materiais de construção. Ao todo, seis pessoas foram presas durante a ação, que ocorreu em Curitiba, Colombo, Pinhais e Ponta Grossa. O prejuízo causado pelas fraudes ultrapassa R$ 700 mil.
De acordo com o delegado Fabiano Oliveira, cerca de 50 policiais civis participaram do cumprimento de 14 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Dois alvos dos mandados foram localizados e presos. Outras quatro pessoas acabaram detidas em flagrante por receptação e posse ilegal de munições. Dois investigados ainda estão foragidos.
Durante as diligências, os policiais apreenderam mais de R$ 5 mil em dinheiro, um revólver calibre .38 com munições, aparelhos eletrônicos, documentos, máquinas de cartão e um veículo de carga utilizado pelo grupo. Parte do material será encaminhada para perícia.
Também foram recuperados materiais de construção e produtos elétricos, como aproximadamente 1,5 mil luminárias de LED e conduítes. Segundo a polícia, os itens estavam armazenados e agora serão analisados para identificação das empresas vítimas do esquema.
As investigações apontam que o grupo entrava em contato com empresas por telefone ou redes sociais demonstrando interesse na compra de produtos. Inicialmente, realizava compras menores para conquistar a confiança dos vendedores e, posteriormente, fazia pedidos de maior valor utilizando cartões clonados, comprovantes falsificados ou boletos adulterados.
Após a entrega das mercadorias, os suspeitos contestavam as compras junto às instituições financeiras, o que resultava no bloqueio do pagamento e prejuízo para as empresas. Os produtos eram transportados por freteiros contratados, que não tinham conhecimento da origem criminosa das cargas, e depois revendidos a terceiros.
A organização também utilizava documentos falsos ou dados de outras pessoas para abrir contas e realizar as transações. As investigações começaram há cerca de quatro meses, após o rastreamento de materiais metálicos desviados de uma empresa de locação.
O grupo é investigado pelos crimes de estelionato eletrônico, falsificação de documentos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, organização criminosa e receptação. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.