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Suspeito conhecido como “Sicário” está em estado gravíssimo após tentativa de suicídio em sede da PF
Homem de 43 anos foi preso em operação que investiga esquema bilionário de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
06/03/2026 08h55
Por: Admin Fonte: G1

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou, nesta quinta-feira (5), que o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, é considerado gravíssimo. Ele está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, ele era conhecido entre os integrantes do grupo pelo apelido de “Sicário”, termo utilizado para se referir a assassinos de aluguel.

Inicialmente, a PF chegou a informar que médicos do hospital teriam constatado morte cerebral. Pouco depois, no entanto, a Secretaria de Saúde divulgou nova atualização afirmando que o suspeito seguia internado em estado grave no CTI.

De acordo com o advogado da família, Robson Lucas, Mourão continua vivo e sob cuidados médicos. O diretor do hospital informou à defesa que o quadro permanece extremamente grave, porém estável, e que, até o momento, não foi aberto protocolo para investigação de morte encefálica.

Conforme a Polícia Federal, Mourão passou mal na tarde de quarta-feira enquanto estava detido na Superintendência da PF em Belo Horizonte, onde aguardava audiência de custódia. A corporação afirma que ele tentou tirar a própria vida e que toda a ocorrência foi registrada por câmeras de segurança.

A PF comunicou o caso ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), e informou que entregará os registros em vídeo que mostram o ocorrido.

Em nota divulgada anteriormente, a defesa afirmou que esteve com Mourão até por volta das 14h do mesmo dia e que ele se encontrava em boas condições físicas e mentais naquele momento.

A Operação Compliance Zero investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Durante a mesma ação, também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder da organização criminosa.

Segundo a investigação, Mourão teria papel estratégico no grupo, sendo responsável por atividades como monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação contra pessoas ligadas às investigações.

Relatórios da Polícia Federal indicam ainda que ele atuaria diretamente sob ordens de Vorcaro e que poderia receber cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos prestados à organização.