Polícia Cárcere Privado
Homem é preso suspeito de manter esposa em cárcere privado e torturá-la por 18 dias no Paraná
Mulher foi encontrada em estado gravíssimo e encaminhada à UTI; caso é investigado como tentativa de feminicídio.
06/03/2026 15h20
Por: Admin Fonte: G1

Um homem foi preso em Cambé, no norte do Paraná, suspeito de tentativa de feminicídio, cárcere privado e tortura contra a própria esposa. A prisão em flagrante foi realizada pela Polícia Civil após uma denúncia anônima que alertou as autoridades sobre o estado de saúde da vítima.

Segundo a polícia, a mulher estava internada em estado gravíssimo em um hospital da cidade quando o caso chegou ao conhecimento da delegacia. De acordo com a equipe médica, a vítima apresentava costelas fraturadas, além de diversos cortes e hematomas pelo corpo. Ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A denúncia foi feita na tarde de quinta-feira (5), quando uma pessoa procurou a delegacia de Cambé e informou que a mulher estava gravemente ferida e que o suspeito havia fugido.

Após receber as informações, os policiais iniciaram buscas e localizaram o homem. Conforme a delegada responsável pelo caso, ele aparentava estar sob efeito de álcool no momento da prisão. Em depoimento, o suspeito negou ter agredido a esposa.

Durante as investigações, a polícia apurou que a vítima teria sido mantida dentro de casa por cerca de 18 dias, em condições precárias e com pouca alimentação. O casal mora em Rolândia, cidade vizinha a Cambé, onde as agressões teriam ocorrido. Segundo o relato da mulher, o crime teria sido motivado por ciúmes.

Ainda conforme a investigação, na quinta-feira o homem levou a vítima até a casa de um familiar. Ao perceber o estado de saúde dela, o parente decidiu levá-la imediatamente ao hospital.

Policiais também estiveram na residência do casal e encontraram sinais de violência no local, como manchas de sangue no chão e no colchão, além de garrafas quebradas e estilhaços de vidro espalhados pela casa.

De acordo com a delegada, exames médicos indicam que a mulher apresentava lesões recentes e também ferimentos mais antigos, o que sugere que as agressões vinham acontecendo há algum tempo.

A Polícia Civil continua investigando o caso. Há ainda a suspeita de que a filha de nove anos do casal tenha presenciado as agressões.