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Discussão por wi-fi termina em morte no Paraná e mulher é presa suspeita de matar o marido

Investigação aponta contradições na versão inicial e revela detalhes que levaram à prisão da esposa quase duas semanas após o crime

31/03/2026 às 17h31
Por: Admin Fonte: G1 Paraná
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Discussão por wi-fi termina em morte no Paraná e mulher é presa suspeita de matar o marido

A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Valdir Schumann, de 44 anos, ocorrida no último dia 12 de março, na zona rural de Cafelândia, no oeste do estado. A esposa da vítima, Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, foi presa suspeita de ter efetuado o disparo com uma espingarda após uma discussão dentro da residência do casal.

De acordo com as investigações, o desentendimento teria sido motivado pelo não funcionamento do wi-fi da casa. Segundo o delegado responsável pelo caso, Lucas Santana de Freitas, a mulher teria solicitado que o marido resolvesse o problema, mas, diante da recusa naquele momento, teria reagido com violência. Após o primeiro disparo, ainda teria tentado efetuar um segundo tiro, mas a arma falhou.

Inicialmente, a suspeita afirmou que o marido havia se ferido de forma acidental enquanto manuseava a arma. No entanto, o avanço das investigações apontou inconsistências na versão. Laudos da Polícia Científica indicaram a ausência de sinais de disparo à curta distância, além de elementos que não condizem com a hipótese de acidente. A posição do ferimento — no braço esquerdo de uma vítima destra — também foi considerada incompatível com um disparo feito pela própria vítima.

Os investigadores ainda apontam que a cena do crime pode ter sido alterada, com indícios de mudança na posição da arma após o ocorrido. Diante dos elementos reunidos, a Justiça autorizou a prisão da suspeita cerca de 15 dias após a morte.

Um dos principais relatos do caso é o do filho do casal, de 13 anos, que presenciou a situação e teria indicado que a mãe foi a autora do disparo. O adolescente está sob os cuidados de familiares e recebe acompanhamento do Conselho Tutelar.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o casal mantinha um histórico de discussões frequentes. Familiares da vítima também procuraram a delegacia para contestar a versão inicial apresentada pela suspeita, o que contribuiu para o aprofundamento das investigações.

Jaqueline segue presa na cadeia pública de Palotina e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil. Em nota, a defesa afirma que há elementos que contestam a versão da investigação, considera a prisão precipitada e sustenta que a acusada colaborou com as autoridades, além de não possuir antecedentes criminais.

O caso permanece sob investigação.

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