Polícia Revenge Porn
Preso suspeito de espalhar imagens íntimas da ex e enviar conteúdo à própria mãe da vítima
Substância do caso levanta alerta sobre crime de “pornografia de revanche” e suas consequências legais
01/04/2026 08h00 Atualizada há 2 dias
Por: Admin Fonte: G1 Paraná

Um homem de 30 anos foi preso na segunda-feira (30), suspeito de compartilhar na internet imagens íntimas da ex-namorada após o fim do relacionamento. O nome do investigado não foi divulgado.

De acordo com a Polícia Civil, além de divulgar fotos e vídeos com cenas de nudez, o suspeito também teria encaminhado o material para a própria mãe da vítima. O caso aconteceu em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Durante as investigações, foi identificado que o homem havia se mudado para o estado de São Paulo, onde acabou sendo localizado e preso na cidade de Cajati.

Diante da gravidade da situação, a polícia solicitou a prisão preventiva do suspeito, considerando o risco à saúde emocional da vítima e a possibilidade de ampla disseminação das imagens.

O crime, conhecido como “revenge porn” (pornografia de revanche), consiste na divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento, muitas vezes com o objetivo de expor, humilhar ou se vingar da vítima. Em alguns casos, o material pode até ser manipulado digitalmente.

No Brasil, a prática é crime desde 2018, com penas que variam de 1 a 5 anos de reclusão. A punição pode ser agravada quando há relação íntima entre autor e vítima ou quando o ato é motivado por vingança.

Embora a maioria dos casos envolva mulheres como vítimas, esse tipo de crime pode atingir qualquer pessoa, independentemente do gênero.

Orientações para vítimas

Especialistas recomendam que, ao identificar a divulgação indevida de conteúdo íntimo, a vítima não apague as provas e busque ajuda imediata. Entre as medidas importantes estão:

Como se prevenir

A principal forma de evitar esse tipo de situação é a prevenção. Algumas orientações incluem:

O caso reforça a importância de conscientização sobre crimes digitais e destaca que práticas desse tipo são passíveis de punição rigorosa pela Justiça.