Internacional É Fake!
Alerta de fake: imagens da Lua que circulam nas redes não foram registradas no espaço
Fotos com tons de azul e vermelho chamam atenção, mas origem é terrestre e resultado envolve edição digital
10/04/2026 17h24
Por: Admin Fonte: G1

Publicações que circulam nas redes sociais têm despertado curiosidade ao mostrar a Lua com cores intensas, como azul, vermelho e castanho. As postagens afirmam que as imagens teriam sido registradas por astronautas da missão Artemis II, da NASA. No entanto, a informação é falsa.

As fotos não têm qualquer relação com a missão espacial. Na verdade, foram produzidas pelo astrofotógrafo ucraniano Ildar Ibatullin, que realiza registros da Lua diretamente da Terra, utilizando telescópio e câmera profissional. As cores vibrantes são resultado de um processo avançado de edição, que intensifica variações sutis já existentes na superfície lunar.

Segundo especialistas, a Lua possui, sim, diferenças de coloração associadas à composição química de suas rochas. No entanto, essas variações são extremamente discretas e não podem ser percebidas a olho nu. Com o uso de tecnologia e tratamento digital, essas diferenças são ampliadas, criando um efeito visual que funciona como um “mapa químico” do satélite.

As áreas azuladas, por exemplo, indicam maior presença de titânio, enquanto regiões mais avermelhadas estão associadas a concentrações de ferro. Ainda assim, esse tipo de imagem não representa a aparência real da Lua vista do espaço ou da Terra sem processamento.

O próprio autor das fotos reforçou que seu trabalho não tem ligação com a NASA nem com a missão Artemis II. Ele explicou que combina milhares de imagens para reduzir imperfeições e, em seguida, ajusta a saturação para destacar detalhes invisíveis ao olhar humano.

A missão Artemis II, por sua vez, realizou recentemente um sobrevoo ao redor da Lua e estabeleceu um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço. Apesar disso, as imagens divulgadas oficialmente pela agência não apresentam esse tipo de coloração.

O caso serve de alerta para a importância de verificar a origem de conteúdos compartilhados nas redes. Nem tudo que viraliza corresponde à realidade, especialmente quando envolve imagens impressionantes que podem ser facilmente manipuladas.