Polícia Caso chocante
Estudantes de Direito são investigados por agredir homem em situação de rua com choques elétricos em Belém
Caso registrado nas proximidades de universidade gerou indignação e mobilizou autoridades, Ministério Público e comunidade acadêmica
16/04/2026 09h53
Por: Admin Fonte: Nosso Dia

Dois estudantes do curso de Direito do Centro Universitário do Pará estão sendo investigados por envolvimento em agressões contra um homem em situação de rua, em Belém. O caso ocorreu na última segunda-feira (13) e ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais.

Nas imagens, um dos suspeitos se aproxima da vítima e aplica descargas elétricas pelas costas, enquanto o outro registra a ação. Após o ataque, o homem reage, e o agressor foge. Os envolvidos ainda aparecem rindo da situação, o que intensificou a revolta diante do caso.

De acordo com as investigações, Altemar Sarmento Filho é apontado como responsável pelas agressões, enquanto Antônio Coelho teria feito as gravações. Os dois já prestaram depoimento à polícia, e o caso segue sob apuração.

A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado após o registro da ocorrência na Seccional de São Brás. O equipamento utilizado nos ataques foi apreendido e passará por perícia. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que busca apurar possíveis violações de direitos humanos.

Segundo informações das autoridades, a vítima é um homem que enfrenta problemas de saúde mental e vive em situação de rua há vários anos, o que pode agravar a responsabilização dos envolvidos.

A repercussão levou a uma série de manifestações. O prefeito de Belém, Igor Normando, classificou o episódio como inaceitável e informou que a vítima foi localizada e encaminhada a um centro de acolhimento do município, onde recebe atendimento.

Em nota, o Centro Universitário do Pará informou que afastou imediatamente os estudantes das atividades acadêmicas e abriu procedimento interno para apurar o caso.

Entidades ligadas ao curso de Direito também se posicionaram, repudiando as agressões e destacando que a conduta não representa os valores da formação jurídica. As manifestações ressaltam que não há justificativa para atos de violência, especialmente contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

O Ministério Público do Estado do Pará acompanha o caso e avalia possíveis enquadramentos criminais, como lesão corporal, com agravantes relacionados à condição da vítima e à repetição das agressões.

O episódio levanta um alerta sobre violência, responsabilidade social e o papel das instituições na formação ética de seus estudantes, além de reacender o debate sobre a proteção de pessoas em situação de rua.