A paciente atingida por um disparo dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, recebeu alta nesta sexta-feira (27) após permanecer em observação. Adelice de Oliveira, de 58 anos, foi ferida de raspão na cabeça enquanto estava em consulta na ala de ortopedia.
O caso ocorreu quando um médico residente, identificado como Gabriel Damasceno de Camargo, teria efetuado um disparo dentro do consultório. A suspeita é de que o alvo seria outro profissional que participava do atendimento, mas o tiro acabou atingindo a paciente.
Segundo relato da vítima, a situação aconteceu de forma repentina. Ela afirmou que não percebeu qualquer discussão antes do ocorrido e que tudo aconteceu em poucos segundos. Após o susto e o atendimento médico, Adelice disse ainda estar abalada emocionalmente, mas grata por ter sobrevivido. “Tenho que agradecer por estar viva. Para mim, é como se fosse uma nova chance”, declarou.
De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná, o suspeito fugiu logo após o disparo, rendendo um motorista durante a fuga e roubando um veículo. Ele foi localizado pouco tempo depois e preso em flagrante. Com ele, foram apreendidos um revólver calibre .32 e diversas munições.
As investigações apontam que o disparo ocorreu durante um atendimento médico, quando o residente estava posicionado atrás do ortopedista. Nem o profissional nem a paciente perceberam o momento em que a arma foi sacada, sendo surpreendidos apenas pelo barulho do tiro.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio e roubo, e o suspeito teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. A motivação do crime ainda não foi esclarecida e segue sob apuração da Polícia Civil.
Em nota, o Hospital Cemil classificou o episódio como isolado, afirmou colaborar com as autoridades e reforçou o repúdio a qualquer tipo de violência. A instituição também informou que o residente será desligado do programa.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná comunicou que instaurará sindicância para apurar o caso. Dependendo do resultado, o médico poderá sofrer sanções que vão desde advertência até a cassação do registro profissional.
A defesa do investigado informou que ainda não teve acesso completo ao processo e que só irá se manifestar de forma mais detalhada após análise integral dos autos.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades.