O que começou como um grave acidente de trânsito terminou em cenas de tensão, revolta e disparos de arma de fogo em Maringá, no Norte do Paraná. O pastor e entregador Alex Batista Pereira, de 31 anos, morreu após ter a motocicleta atingida por uma caminhonete na noite de sábado (16), no cruzamento das ruas Martim Afonso e Felipe Camarão.
O motorista da caminhonete, Marcio Fantin Marcelino, de 46 anos, foi preso em flagrante e é investigado por homicídio culposo na direção de veículo, embriaguez ao volante, omissão de socorro e disparo de arma de fogo.
Segundo a Polícia Civil, após a colisão, o condutor deixou o local, provocando indignação entre motoboys amigos da vítima. Horas depois, o clima ficou ainda mais tenso quando colegas de Alex foram até a casa do suspeito para cobrar explicações sobre o acidente.
Imagens registradas no local mostram o momento em que um dos motoboys quebra o vidro da caminhonete envolvida na batida. Na sequência, o motorista aparece atrás do portão da residência e efetua dois disparos de arma de fogo em direção ao grupo.
Durante a confusão, um dos tiros atingiu o carro de uma equipe de reportagem que fazia a cobertura do caso. Apesar do impacto e do desespero, ninguém ficou ferido pelos disparos.
A Polícia Militar foi acionada e controlou a situação no local, realizando a prisão do motorista. Em depoimento, ele afirmou que a pista estava molhada devido à chuva e alegou não ter visto a motocicleta no momento da colisão.
A defesa do suspeito informou que ele não fugiu do acidente, que teria prestado socorro e deixou o local apenas após o início da confusão. Os advogados também negam que ele estivesse embriagado e afirmam que os disparos aconteceram em legítima defesa, após a residência ser alvo de ataques e apedrejamentos.
Alex Batista Pereira chegou a ser socorrido por equipes do Samu, mas não resistiu aos ferimentos. Além de atuar como pastor, ele trabalhava como motoboy e era conhecido na cidade. O corpo foi levado para Regente Feijó, em São Paulo, onde aconteceu o velório e sepultamento.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.