Três propriedades rurais do Paraná foram alvo de autos de infração ambiental após flagrantes de desmatamento ilegal registrados pela Polícia Militar Ambiental. As ocorrências aconteceram nos municípios de Jaguariaíva, Prudentópolis e Pinhão, e resultaram em mais de R$ 112 mil em multas aplicadas em um único dia.
Segundo a corporação, os produtores rurais são suspeitos de destruir áreas de vegetação nativa para ampliar espaços destinados ao plantio e à criação de gado, sem qualquer autorização dos órgãos ambientais competentes.
As áreas devastadas ultrapassam 10 hectares — equivalente a mais de 100 mil metros quadrados ou cerca de 14 campos de futebol. Parte dos danos ocorreu em Áreas de Preservação Permanente (APPs), consideradas protegidas por lei.
Em Prudentópolis, a fiscalização constatou o corte irregular de vegetação nativa em uma área superior a cinco hectares, além da destruição de quase dois hectares dentro de APP. As multas aplicadas no local ultrapassaram R$ 62 mil.
Já em Jaguariaíva, durante patrulhamento ambiental, policiais identificaram uma área recém-desmatada às margens da propriedade rural. Após vistoria, foi confirmada a supressão irregular de mata nativa em mais de um hectare e meio. A área foi imediatamente embargada e o responsável recebeu multa de R$ 14 mil.
No município de Pinhão, além do desmatamento em vegetação nativa e área de preservação permanente, os policiais encontraram um forno utilizado para produção de carvão vegetal. As infrações registradas na propriedade somaram mais de R$ 25 mil em penalidades.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, todos os responsáveis responderão administrativamente e também poderão enfrentar processos criminais pelos danos causados ao meio ambiente.
As fiscalizações ocorreram na segunda-feira (18), sendo que dois dos casos foram descobertos após denúncias anônimas feitas por meio do Disque-Denúncia 181.
Conforme normas do Instituto Água e Terra (IAT), árvores de espécies exóticas, como eucalipto, pinus e cinamomo, podem ser cortadas sem autorização prévia, desde que não estejam em áreas protegidas.
Já o corte de espécies nativas, como a araucária, exige autorização ambiental obrigatória, independentemente da localização da vegetação.