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Descoberta histórica no Paraná: cientistas identificam espécie de 400 milhões de anos nunca registrada pela ciência

Fóssil encontrado em Ponta Grossa revela animal marinho mais antigo que os dinossauros e amplia o conhecimento sobre a vida na Terra

08/06/2026 às 17h59
Por: Admin Fonte: G1 Paraná
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Descoberta histórica no Paraná: cientistas identificam espécie de 400 milhões de anos nunca registrada pela ciência

Uma descoberta realizada no Paraná está chamando a atenção da comunidade científica. Pesquisadores identificaram uma espécie inédita de molusco marinho que viveu há aproximadamente 400 milhões de anos, muito antes do surgimento dos dinossauros.

O fóssil foi encontrado em um sítio paleontológico localizado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e permitiu aos especialistas confirmar a existência de uma nova espécie até então desconhecida pela ciência. O animal recebeu o nome de Actinopteria grahni, em homenagem ao pesquisador sueco Carl Yngve Grahn, reconhecido por suas importantes contribuições aos estudos paleontológicos no Brasil.

A descoberta é resultado de uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com apoio de pesquisadores de outras instituições brasileiras. O estudo foi publicado em uma revista científica internacional especializada em Paleobiologia.

Segundo os pesquisadores, a identificação ocorreu após a análise detalhada de dezenas de fósseis encontrados na região. Durante a comparação com espécies já conhecidas, os cientistas perceberam características únicas na estrutura da concha, indicando que se tratava de um organismo nunca catalogado anteriormente.

A região onde o fóssil foi encontrado guarda vestígios de um antigo ambiente marinho que existiu há centenas de milhões de anos. Na época, a área que hoje corresponde a Ponta Grossa fazia parte de um vasto oceano que cobria grande parte da América do Sul.

Além de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do passado, a descoberta ajuda os cientistas a compreenderem melhor como os organismos marinhos viviam e se distribuíam pelos antigos mares do planeta.

Os pesquisadores afirmam que novas expedições serão realizadas no local com o objetivo de encontrar mais exemplares da espécie e aprofundar os estudos sobre a fauna que habitava a região durante o período Devoniano.

O fóssil passará a integrar o acervo do Museu de Ciências Naturais da UEPG, onde ficará preservado para futuras pesquisas e exposições.

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