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Mulher presa por se passar por adolescente de 12 anos pode estar ligada a golpe aplicado contra grupo de oração no Paraná

Caso registrado há quatro anos volta a ser investigado após suspeita ser presa em Santa Catarina; vítimas relatam prejuízos emocionais e financeiros

09/06/2026 às 07h40
Por: Admin Fonte: G1 Paraná
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Mulher presa por se passar por adolescente de 12 anos pode estar ligada a golpe aplicado contra grupo de oração no Paraná

A prisão de uma mulher de 37 anos em Santa Catarina, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos, levou a Polícia Civil do Paraná a retomar uma investigação envolvendo um grupo de oração de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os integrantes do grupo acreditam que a mesma suspeita os enganou entre 2021 e 2022, quando teria criado uma falsa identidade de uma menina de 13 anos com câncer em estágio terminal. Utilizando o nome "Emily", ela conquistou a confiança dos participantes ao compartilhar histórias de sofrimento, abandono e problemas de saúde, despertando forte comoção entre os membros.

Segundo os relatos, a suposta adolescente afirmava estar em tratamento contra o câncer, dizia ter perdido familiares e relatava situações de violência. Com o passar dos meses, os vínculos emocionais se fortaleceram, levando alguns integrantes a assumirem papéis afetivos importantes em sua vida, acreditando que ajudavam uma criança em situação de extrema vulnerabilidade.

As suspeitas começaram quando a jovem passou a solicitar ajuda financeira. Desconfiados, integrantes do grupo realizaram verificações e descobriram inconsistências nas histórias apresentadas. A fraude foi confirmada durante uma chamada de vídeo, quando perceberam que a pessoa que se apresentava como uma parente era, na verdade, a mesma mulher que fingia ser a adolescente.

O caso foi denunciado às autoridades em 2022, mas as investigações não avançaram o suficiente para identificar a autora na época. Agora, com a prisão da suspeita em Santa Catarina e o surgimento de novas evidências, a Polícia Civil informou que pretende realizar o reconhecimento formal da investigada pelas vítimas paranaenses.

Representadas por uma advogada, as vítimas defendem que as apurações sejam integradas com investigações conduzidas em outros estados. Segundo elas, os danos causados vão muito além das perdas financeiras, deixando marcas emocionais profundas em diversas famílias envolvidas.

A mulher foi presa em Joinville (SC) após ser acusada de enganar outra família, utilizando uma estratégia semelhante. De acordo com a investigação catarinense, ela teria vivido por mais de um ano na residência de um casal ao alegar ser uma criança vítima de maus-tratos. A polícia apura ainda possíveis golpes aplicados em vários estados brasileiros.

O caso segue sob investigação e pode revelar uma série de fraudes praticadas ao longo dos últimos anos em diferentes regiões do país.

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