Internacional Guerra
EUA e Irã ficam perto de acordo histórico que pode encerrar meses de guerra no Oriente Médio
Paquistão afirma que entendimento está pronto para assinatura, enquanto governos discutem os detalhes finais do compromisso de paz.
13/06/2026 09h51
Por: Admin Fonte: g1

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou neste sábado (13) que Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre os termos de um possível acordo de paz destinado a encerrar meses de tensão e confrontos no Oriente Médio.

Segundo Sharif, os preparativos para a formalização do compromisso já estão em andamento, com expectativa de assinatura eletrônica nas próximas 24 horas. Ele também informou que reuniões técnicas entre representantes dos dois países devem ocorrer na próxima semana para detalhar a implementação do entendimento.

Em publicação nas redes sociais, o líder paquistanês agradeceu aos governos norte-americano e iraniano pela disposição em manter o diálogo e destacou o apoio de países da região durante as negociações. Para ele, o acordo poderá abrir caminho para uma estabilidade mais duradoura no Oriente Médio.

A possibilidade de um acerto ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na última quinta-feira (11) que os negociadores haviam alcançado consenso sobre pontos considerados essenciais para um acordo. Inicialmente, o governo iraniano evitou confirmar a informação, mas posteriormente indicou que as conversas avançaram significativamente.

Apesar do otimismo demonstrado pelas autoridades, nenhum dos governos divulgou oficialmente o conteúdo do documento. Informações publicadas por veículos internacionais apontam, porém, que o memorando incluiria medidas relacionadas ao cessar-fogo, ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.

De acordo com relatos divulgados pela imprensa internacional, entre os temas discutidos estariam a suspensão gradual de sanções econômicas contra o Irã, o compromisso de Teerã de não desenvolver armas nucleares e a retomada da navegação no Estreito de Ormuz. Fontes norte-americanas também indicam que a liberação de ativos iranianos congelados dependeria do cumprimento das obrigações previstas no acordo.

Por outro lado, meios de comunicação ligados ao governo iraniano afirmam que o país não pretende abrir mão de direitos considerados estratégicos, incluindo o enriquecimento de urânio e o controle sobre áreas de interesse nacional. Segundo essas versões, o entendimento também envolveria a retirada de forças militares norte-americanas das proximidades do território iraniano e o fim de restrições marítimas impostas ao país.

As negociações ocorrem em meio a um cenário de instabilidade. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar acusações e realizar ações militares mesmo sob um cessar-fogo temporário. A tensão aumentou após a queda de um helicóptero militar norte-americano na região do Estreito de Ormuz, episódio que desencadeou uma nova sequência de ataques e represálias entre os dois países.

O governo iraniano chegou a anunciar o fechamento do estreito, medida que elevou as preocupações internacionais sobre possíveis impactos no mercado global de energia e sobre o futuro das negociações.

Embora autoridades de ambos os lados demonstrem expectativa positiva quanto ao avanço das conversas, ainda não há confirmação oficial sobre a assinatura definitiva do acordo. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com atenção, diante da possibilidade de um entendimento que possa reduzir as tensões em uma das regiões mais sensíveis do planeta.