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Médico é preso após investigação apontar uso de centro cirúrgico como quarto dentro de hospital municipal no Paraná
Apuração do Ministério Público revelou que espaço destinado a procedimentos médicos teria sido transformado em acomodação particular; servidor também é investigado por supostas ameaças a funcionários.
20/06/2026 10h06
Por: Admin Fonte: G1 Paraná

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) resultou na prisão preventiva de um médico que atuava em um hospital municipal no Noroeste do estado. Segundo as apurações, um espaço originalmente destinado a procedimentos cirúrgicos teria sido adaptado para uso pessoal dentro da unidade de saúde.

De acordo com os investigadores, o local foi equipado com móveis e objetos particulares, incluindo cama, guarda-roupas, televisão, roupas, cobertores e outros pertences. A suspeita é de que o ambiente fosse utilizado pelo profissional e sua esposa, que também trabalha no hospital, durante os períodos de plantão.

A prisão foi cumprida na última quarta-feira (17), juntamente com mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. O processo tramita sob sigilo, e os detalhes dos possíveis crimes apurados ainda não foram divulgados oficialmente.

Além das suspeitas relacionadas ao uso indevido da estrutura pública, o médico também é alvo de denúncias envolvendo supostas ameaças contra servidores da unidade hospitalar. Conforme relatos encaminhados ao Ministério Público, funcionários teriam convivido com um ambiente de trabalho marcado por intimidações e situações consideradas abusivas.

As denúncias deram origem à investigação, que segue em andamento. Em manifestação pública, o Ministério Público informou que apura uma série de possíveis irregularidades dentro do hospital, destacando a necessidade de aprofundamento das investigações.

A Prefeitura de Itaúna do Sul afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades e reforçou que os atendimentos à população seguem normalmente. A administração municipal também declarou que acompanhará os desdobramentos do caso e adotará as medidas cabíveis conforme os resultados das apurações.

A defesa do médico negou todas as acusações, classificou a prisão preventiva como desproporcional e informou que já tomou medidas judiciais para solicitar a revogação da decisão. Os advogados sustentam que os fatos ainda estão sendo investigados e defendem que o caso seja analisado com imparcialidade e respeito às garantias legais.

O caso chamou a atenção pela gravidade das denúncias e segue sob investigação das autoridades competentes.