
O que começou como uma conversa descontraída no ambiente de trabalho acabou se transformando em uma das maiores aventuras da vida do professor de Biologia Luis Frederico Petla, conhecido como Fred. Morador de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, ele decidiu interromper temporariamente a rotina em sala de aula para encarar um desafio ousado: cruzar o continente americano de moto até o Alasca.
Para tornar o sonho possível, o professor negociou uma licença não remunerada de seis meses com a direção da escola onde trabalha, garantindo o retorno ao cargo após a viagem. Com o acordo firmado, ele partiu sozinho no dia 28 de fevereiro rumo ao extremo norte do continente.
A jornada exigiu coragem, planejamento e resistência. Ao longo do percurso, Fred enfrentou estradas desafiadoras, temperaturas negativas, longos trechos isolados e mais de 25 mil quilômetros rodados até alcançar o Alasca, destino que representava o principal objetivo da expedição.
A inspiração surgiu após uma viagem anterior até Ushuaia, na Argentina, considerada a cidade mais austral do mundo. Na época, a experiência despertou o desejo de completar o percurso entre os extremos do continente.
A realização do projeto exigiu anos de preparação. Durante três anos, o professor organizou as finanças, criou fontes extras de renda e economizou recursos para custear a aventura. Segundo ele, os gastos foram significativos, envolvendo combustível, alimentação, manutenção da motocicleta, hospedagem e até o transporte aéreo da moto em um trecho onde não há ligação terrestre entre os países.
Mesmo viajando com pouca bagagem pessoal, Fred levou diversas peças de reposição para garantir que a motocicleta pudesse seguir viagem diante de qualquer imprevisto. E os reparos realmente foram necessários durante o trajeto, após desgastes naturais e pequenos acidentes registrados ao longo da jornada.
Além das paisagens impressionantes, o professor destaca que um dos maiores aprendizados foi o contato com diferentes culturas e pessoas encontradas pelo caminho. Hospedagens em casas de motociclistas, acampamentos e experiências gastronômicas locais fizeram parte da rotina durante os meses na estrada.
Apesar de já ter alcançado o principal objetivo da expedição, a aventura ainda não terminou. Antes de retornar ao Brasil, Fred pretende percorrer parte da histórica Rota 66, nos Estados Unidos, ampliando ainda mais a experiência que já se tornou uma das maiores viagens de sua vida.
A previsão é que o professor reassuma suas atividades profissionais no início de agosto, levando para a sala de aula não apenas histórias para contar, mas também lições de superação, planejamento e coragem para seguir os próprios sonhos.
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