Um jovem de 23 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR) pelo crime de estelionato após ser investigado por promover campanhas de arrecadação alegando estar em tratamento contra leucemia. Segundo a polícia, as doações recebidas teriam sido utilizadas para viagens, passeios e outras despesas pessoais.
A investigação teve início após moradores passarem a desconfiar da situação. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o comportamento do jovem não era compatível com o quadro clínico de uma doença considerada grave e agressiva. Relatos apontam que ele mantinha uma rotina ativa, incluindo a prática de futebol e outras atividades físicas.
Durante as apurações, a polícia identificou publicações em redes sociais mostrando viagens para diferentes cidades, além de visitas a restaurantes, museus e parques de diversão. Conforme a investigação, os gastos teriam sido realizados com valores arrecadados por meio das campanhas de doação.
Os investigadores ainda não concluíram se o suspeito realmente possui a doença ou se o diagnóstico foi totalmente inventado. Também não foi possível determinar o valor total arrecadado, já que parte das doações foi feita diretamente para contas bancárias ligadas ao investigado. Em uma das campanhas analisadas, foram identificados pelo menos R$ 2,5 mil em contribuições.
A Polícia Civil encaminhou ofícios para hospitais citados pelo jovem como responsáveis por seu suposto tratamento, incluindo unidades de Londrina, Cascavel, Arapongas, Apucarana e o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Segundo a corporação, todas as instituições informaram que ele nunca foi paciente nem recebeu atendimento relacionado à doença mencionada.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que analisará as próximas medidas do caso. O investigado responde ao processo em liberdade.