Internacional Crime organizado
EUA impõem sanções a brasileiros e empresas ligadas ao PCC em nova ofensiva contra o crime organizado
Governo americano amplia combate internacional à facção criminosa e acusa grupo de movimentar milhões de dólares por meio de esquemas de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
02/07/2026 08h49
Por: Admin Fonte: Gazeta do Povo

Os Estados Unidos intensificaram sua ofensiva contra o crime organizado transnacional e anunciaram novas sanções contra cidadãos e empresas apontados como integrantes de uma rede financeira ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A medida foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

As sanções atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia localizada em Portugal. Segundo as autoridades americanas, os alvos teriam participação em operações financeiras utilizadas para movimentar recursos provenientes de atividades ilícitas atribuídas à facção.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional americana devido à sua atuação em esquemas de lavagem de dinheiro, tráfico internacional de drogas e outras atividades criminosas que ultrapassam fronteiras.

O grupo é apontado como uma das maiores organizações criminosas da América Latina e teria ampliado sua presença em diversos países nos últimos anos.

As investigações indicam que uma estrutura financeira operava entre o Brasil e os Estados Unidos, utilizando mecanismos sofisticados para ocultar a origem de recursos obtidos ilegalmente.

Autoridades americanas afirmam que milhões de dólares teriam sido movimentados por meio de operações que incluíam transferências internacionais e uso de ativos digitais.

A ofensiva ocorre após uma série de ações conduzidas por órgãos de segurança dos EUA para enfraquecer a atuação da facção em território americano. Recentemente, integrantes suspeitos de ligação com organizações criminosas brasileiras foram presos durante operações realizadas por agentes federais.

Segundo o Departamento do Tesouro, um dos brasileiros sancionados seria responsável por conectar integrantes da organização criminosa a operadores financeiros e traficantes internacionais, desempenhando papel estratégico na movimentação de recursos ilícitos.

A outra pessoa alvo das sanções teria atuado no suporte logístico e operacional da estrutura investigada.

Além dos indivíduos, empresas brasileiras dos setores de intermediação de negócios, pagamentos e construção civil foram citadas pelas autoridades americanas como parte da rede utilizada para dificultar o rastreamento dos valores movimentados.

Uma companhia portuguesa do ramo de transporte e armazenagem também foi incluída na lista de sanções.

Com a decisão, todos os bens e ativos dos envolvidos que estejam em território americano ou sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, pessoas e empresas norte-americanas ficam proibidas de realizar transações com os sancionados.

A medida reforça a estratégia adotada por Washington de ampliar o cerco financeiro contra organizações criminosas internacionais, buscando enfraquecer suas fontes de receita e limitar sua capacidade de atuação dentro e fora do continente americano.