Uma tragédia aérea registrada na manhã desta sexta-feira (3) chocou moradores de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Um avião de pequeno porte caiu em uma área próxima ao Aeroporto Santa Maria, resultando na morte do piloto Henrique Martin e da pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff.
De acordo com as primeiras informações, a aeronave havia decolado com destino ao Pantanal sul-mato-grossense, mas, diante das condições climáticas adversas provocadas pela forte neblina que encobriu a capital nas primeiras horas do dia, o piloto teria tentado realizar um pouso alternativo em uma pista privada.
O acidente aconteceu por volta das 6h30 e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que enfrentaram dificuldades para acessar a região da queda devido às condições da estrada de terra que leva ao local. Veículos de resgate chegaram a ficar atolados durante o deslocamento.
Testemunhas que trabalham em um hangar próximo relataram ter ouvido uma forte explosão momentos antes da confirmação do acidente. A aeronave caiu em uma área nas proximidades do condomínio Terras do Golfe, desencadeando uma grande operação de emergência.
As circunstâncias que levaram à queda ainda não foram esclarecidas. A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável por apurar ocorrências aeronáuticas em todo o país.
O avião envolvido no acidente era um EMB-810D, modelo bimotor de pequeno porte utilizado em operações da aviação geral e táxi-aéreo. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava habilitada para transporte de passageiros e operava dentro da categoria prevista para esse tipo de atividade.
Em nota oficial, a empresa proprietária da aeronave lamentou profundamente a tragédia, prestou solidariedade às famílias das vítimas e informou que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.
A morte do piloto e da pesquisadora causou grande comoção e reacendeu o debate sobre os desafios enfrentados pela aviação em condições meteorológicas severas. Enquanto os trabalhos periciais avançam, familiares, amigos e colegas das vítimas aguardam respostas sobre as causas da tragédia.