Brasil Tragédia
Bebê de 10 meses morre após violência extrema em Fortaleza; padrasto e primo são presos e caso causa comoção
Mãe acreditou que a filha estivesse engasgada e buscou atendimento médico. No hospital, equipe identificou indícios de violência sexual, e dois homens foram presos em flagrante.
15/07/2026 10h00
Por: Admin Fonte: G1

Um crime de extrema violência abalou Fortaleza e provocou indignação em todo o país. Uma bebê de apenas 10 meses morreu após dar entrada em uma unidade de saúde com graves lesões. Durante o atendimento, profissionais identificaram indícios de violência sexual, levando à prisão em flagrante de dois suspeitos: o padrasto da criança e um primo dele.

O caso ocorreu no bairro Dionísio Torres. Segundo as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a mãe da menina estava na residência quando percebeu que a filha estava desacordada e, inicialmente, acreditou que a criança tivesse se engasgado. Ela acionou equipes de emergência, mas, diante da demora no atendimento, decidiu levar a bebê por conta própria ao hospital.

Na unidade de saúde, além do estado grave da criança, os médicos constataram sinais compatíveis com violência sexual. A bebê não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

As investigações apontam que os dois homens detidos, de 22 e 26 anos, estavam na residência no momento dos fatos. Conforme apurado pelas autoridades, um deles mantinha um relacionamento casual com a mãe da criança, enquanto o outro é primo dele. Testemunhas relataram que ambos apresentavam sinais de embriaguez quando foram abordados pela polícia.

Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Perícia Forense e da Polícia Civil participaram da ocorrência. Além dos suspeitos presos, outras pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais, que deverão confirmar a causa da morte e esclarecer todas as circunstâncias do crime. Há suspeitas de que a criança também tenha sido vítima de asfixia, hipótese que ainda será analisada pela perícia oficial.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que trabalha para esclarecer todos os detalhes de um dos crimes mais chocantes registrados recentemente no Ceará.