Acidente Tragédia
Engenheiro morre após reação alérgica durante ritual em escola de aviação no Paraná; Polícia Civil investiga o caso
Aluno de 27 anos passou mal depois de ser atingido por óleo de motor de aeronave durante uma tradição realizada após uma etapa da formação. Caso é tratado como homicídio culposo.
18/07/2026 08h00
Por: Admin Fonte: Nosso Dia

Uma celebração que deveria marcar um momento de conquista terminou em tragédia na tarde de quinta-feira (16), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após sofrer uma grave reação alérgica durante um ritual conhecido como "banho de óleo", prática informal adotada em alguns centros de formação de pilotos.

De acordo com as informações apuradas pela Polícia Civil e confirmadas pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o jovem foi atingido por óleo utilizado em motores de aeronaves durante uma comemoração realizada na escola de aviação.

As investigações apontam que a substância foi despejada pelo próprio instrutor da turma. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o procedimento fazia parte de uma tradição para celebrar uma importante etapa da formação dos alunos.

Logo após o contato com o produto, Gustavo começou a apresentar sinais de uma forte reação alérgica ainda nas dependências da escola. Equipes do Samu prestaram os primeiros atendimentos e encaminharam o aluno a uma unidade hospitalar, porém, apesar dos esforços médicos, ele não resistiu.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de provocar o resultado fatal.

O instrutor responsável pela aplicação do óleo foi conduzido à delegacia, prestou depoimento e, após o pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, foi liberado para responder ao processo em liberdade.

Para esclarecer todos os detalhes do ocorrido, a Polícia Civil solicitou exames necroscópicos, toxicológicos e periciais, além da análise das imagens registradas no local. A investigação também busca verificar se houve negligência, imprudência ou falhas nos protocolos de segurança durante a realização do ritual.

Até o momento, os nomes do instrutor e da escola de aviação não foram divulgados pelas autoridades.

Embora o chamado "banho de óleo" seja uma prática conhecida em alguns ambientes da aviação para simbolizar a conquista de etapas importantes da formação, a morte do estudante reacendeu o debate sobre os riscos dessas tradições e a necessidade de protocolos que garantam a segurança dos participantes.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá definir, após a conclusão dos laudos periciais, se haverá responsabilização criminal de outros envolvidos.