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Professora de CMEI e empresário são presos por suspeita de produzir e compartilhar imagens de nudez infantil no Paraná
Investigação da Polícia Civil aponta que registros eram feitos durante a troca de fraldas de bebês em um centro de educação infantil. Caso segue sob sigilo e pode ter novas vítimas.
18/07/2026 08h23
Por: Admin Fonte: Gazeta do Paraná

Uma investigação da Polícia Civil do Paraná revelou um caso de extrema gravidade envolvendo uma professora da rede municipal de ensino e um empresário no município de Céu Azul, no Oeste do Estado. Os dois foram presos preventivamente na manhã de quinta-feira (16), suspeitos de integrar um esquema de produção e compartilhamento de imagens de nudez infantil. O inquérito, que tramita sob sigilo, busca esclarecer a extensão dos crimes e identificar possíveis novas vítimas.

Segundo as investigações, a professora, de 52 anos, é suspeita de registrar fotografias de partes íntimas de bebês enquanto realizava a troca de fraldas em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). As imagens, conforme apurado pela Polícia Civil, eram encaminhadas a um empresário de 54 anos, que teria solicitado os registros.

Até o momento, ao menos três crianças foram identificadas como possíveis vítimas. No entanto, os investigadores não descartam a possibilidade de que outras crianças tenham sido envolvidas, nem a hipótese de que possam ter ocorrido outros crimes além da produção e do compartilhamento das imagens.

A operação foi realizada por equipes da 46ª Delegacia Regional de Polícia de Matelândia e é resultado da segunda fase de uma investigação iniciada pela Delegacia da Mulher de Cascavel. Conforme a Polícia Civil, o avanço das apurações ocorreu após a análise de aparelhos eletrônicos apreendidos durante uma operação anterior relacionada ao empresário investigado.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, os exames periciais realizados no material recolhido revelaram novos elementos que levaram os investigadores até a professora e indicaram que os fatos também ocorreram em Céu Azul. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou buscas, apreensões e, posteriormente, a prisão preventiva dos suspeitos.

Durante a operação, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos e serão submetidos a perícia especializada. O objetivo é recuperar arquivos eventualmente apagados, identificar a existência de novas imagens, verificar se há outras vítimas e apurar a possível participação de terceiros no esquema investigado.

Os investigados deverão responder pelos crimes previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam da produção, armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos.

Em nota oficial, a Prefeitura de Céu Azul informou que acompanha o caso de perto e afirmou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis assim que houver comunicação formal das autoridades competentes. O município também declarou total colaboração com a Polícia Civil e reafirmou seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes.

Após serem presos, os dois investigados foram encaminhados à Delegacia Regional de Matelândia e, posteriormente, transferidos para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem à disposição da Justiça.

Como o inquérito envolve crianças, a investigação segue em sigilo para preservar a identidade das possíveis vítimas e garantir o andamento das diligências. A Polícia Civil continua analisando o material apreendido e trabalha para esclarecer completamente o caso, considerado um dos mais delicados já registrados na região.