O caso da morte do pequeno Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, continua com novos desdobramentos na Justiça e segue causando grande comoção. Nove dias após a confirmação da morte da criança, o corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML), enquanto questões judiciais e administrativas impedem a realização do velório e do sepultamento.
Na sexta-feira (17), a Justiça determinou que o IML apresente, no prazo de 48 horas, informações sobre a existência de eventuais exames pendentes ou esclareça se o corpo já pode ser liberado para os procedimentos funerários. A medida foi tomada após solicitação da defesa da mãe do menino, Mayanna Rodgers, que está presa preventivamente.
Segundo os advogados, a família enfrenta dificuldades para providenciar a liberação do corpo. Os demais parentes vivem nos Estados Unidos e, conforme informado à Justiça, não mantinham contato com a criança. No Brasil, apenas os pais e os cinco filhos da família residiam juntos. Os quatro irmãos de Oliver permanecem atualmente sob proteção em uma instituição de acolhimento.
Outro ponto que passou a ser discutido é a possibilidade de a mãe acompanhar o velório e o enterro do filho. A direção da unidade prisional onde ela estava custodiada manifestou-se contrária à saída temporária, alegando riscos à segurança em razão da grande repercussão do caso e da possibilidade de ameaças à integridade física da detenta, da equipe de escolta e da ordem pública.
A defesa contesta esse entendimento e sustenta que a acusada, que ainda não foi julgada, possui o direito de participar da despedida do filho. Os advogados também afirmam que ela é vítima de um histórico de violência doméstica e cárcere privado imposto pelo marido, circunstâncias que também são analisadas durante as investigações.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua apurando o grau de participação da mãe na morte da criança. Ela responde por suspeita de omissão, mas os investigadores também buscam esclarecer se houve algum envolvimento direto nos fatos.
O pai do menino, Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, permanece preso e confessou ter agredido o filho no dia 5 de junho. Em depoimento, afirmou que atacou a criança após ela não responder ao cumprimento de "bom dia". Segundo a investigação, o menino sofreu agressões extremamente violentas, incluindo socos e impactos contra o chão, permanecendo internado por três dias antes de morrer.
De acordo com a Polícia Civil, o caso revelou um quadro de extrema violência. O pai deverá responder por homicídio duplamente qualificado, enquanto as investigações seguem para esclarecer todas as circunstâncias do crime e a eventual responsabilidade de outras pessoas.
A morte de Oliver provocou forte repercussão em todo o país e reacendeu o debate sobre a proteção da infância, a prevenção aos maus-tratos e a necessidade de atuação rápida diante de denúncias envolvendo violência contra crianças. O caso continua sendo acompanhado pela Justiça, que deverá decidir nos próximos dias sobre a liberação do corpo e o pedido da defesa para que a mãe participe do sepultamento.