
O adolescente de 15 anos que confessou ser o autor do ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas e três feridas em uma lanchonete de Campo Mourão, no último fim de semana, permanecerá internado provisoriamente em um Centro de Socioeducação (Cense) por determinação da Justiça. Enquanto o processo avança, a Polícia Civil do Paraná amplia as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime e apurar a possível participação de outras pessoas.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Laís Mendonça Alves, a Polícia Civil representou imediatamente pela apreensão do adolescente após sua identificação. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público e deferido pelo Poder Judiciário, garantindo que o jovem permaneça sob custódia enquanto o caso é analisado.
Durante o interrogatório, o adolescente admitiu ter efetuado os disparos e afirmou que o atentado tinha como alvo uma mulher de 40 anos. Segundo o relato, a motivação seria uma vingança relacionada a conflitos familiares ocorridos em 2024, incluindo a morte de um irmão. No entanto, os tiros atingiram outras pessoas que estavam no estabelecimento, resultando na morte de Márcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos, além de deixar outras três vítimas feridas.
As investigações agora buscam esclarecer se a namorada do adolescente teve algum tipo de participação após o crime. Conforme a Polícia Civil, a jovem foi ouvida e confirmou que prestou auxílio ao rapaz depois que ele deixou o local do atentado, retornou para casa, trocou de roupa e saiu novamente.
Segundo a versão apresentada pelo adolescente, a namorada não sabia que ele havia cometido o ataque quando o ajudou. Apesar disso, a Polícia Civil destaca que essa declaração será confrontada com outras provas reunidas durante a investigação.
A delegada reforçou que nenhuma hipótese foi descartada e que a apuração segue de forma criteriosa. O objetivo é esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e verificar se houve participação direta ou indireta de outras pessoas no caso.
Outro ponto considerado fundamental para a investigação é a arma apreendida com o adolescente. O armamento será submetido à perícia balística para verificar se também foi utilizado em outros crimes registrados em Campo Mourão. A comparação entre os projéteis recolhidos em diferentes ocorrências poderá ajudar a identificar uma eventual ligação com outros episódios de violência na região.
O atentado, que chocou moradores pela violência e pelo número de vítimas, continua sendo tratado como prioridade pelas autoridades. A Polícia Civil prossegue com a coleta de depoimentos, análise de imagens, laudos periciais e demais elementos que possam esclarecer todas as circunstâncias do crime e responsabilizar os envolvidos conforme a legislação.
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