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Polícia Civil indicia três mulheres por esquema de venda ilegal de medicamentos abortivos em Ponta Grossa

Investigação identificou grupo organizado que utilizava redes sociais para comercializar medicamentos de uso exclusivo hospitalar; caso foi encaminhado ao Ministério Público.

23/07/2026 às 17h33
Por: Admin Fonte: Nosso Dia
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Polícia Civil indicia três mulheres por esquema de venda ilegal de medicamentos abortivos em Ponta Grossa

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta quinta-feira (23) uma investigação que resultou no indiciamento de três mulheres, com idades entre 25 e 28 anos, suspeitas de integrar um esquema de comercialização ilegal de medicamentos abortivos em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

As investigadas foram indiciadas pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Elas responderão ao processo em liberdade, enquanto o caso segue tramitando na Justiça.

As investigações tiveram início após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), que identificou um perfil em uma rede social anunciando a venda irregular de medicamentos abortivos. Embora os anúncios utilizassem um número de telefone de Santa Catarina, o trabalho investigativo revelou que o grupo atuava a partir de Ponta Grossa.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, policiais civis recolheram aparelhos eletrônicos nas residências das suspeitas. A análise do material apreendido permitiu identificar a existência de um grupo virtual organizado, no qual as investigadas dividiam tarefas, incluindo atendimento aos clientes, captação de compradores e definição dos valores cobrados pelos medicamentos.

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos comercializados possuem uso e distribuição autorizados exclusivamente em ambiente hospitalar, conforme as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A venda clandestina dessas substâncias representa um sério risco à saúde pública, especialmente pela utilização sem acompanhamento médico e fora das condições legalmente previstas.

A investigação também apontou que uma das mulheres indiciadas exerce a profissão de enfermeira obstetra, informação que passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades durante a apuração.

Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público avaliar as provas reunidas e decidir pelo eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

A Polícia Civil reforça que denúncias sobre crimes podem ser realizadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, e 181, do Disque-Denúncia. Em situações de flagrante ou emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

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