
A Polícia Civil do Paraná concluiu que o empresário Hugo Gabriel Moll foi vítima de um trágico engano ao ser assassinado dentro de uma barbearia, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O caso, que causou grande repercussão no estado, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (28), com a prisão temporária de cinco homens suspeitos de participação no homicídio.
Segundo as investigações, Hugo não era cliente do estabelecimento e entrou na barbearia por uma decisão de última hora. De acordo com relatos da família, ele seguia viagem com o filho de 12 anos e resolveu aproveitar a oportunidade para aparar a barba ao perceber que um cliente havia acabado de deixar o local.
A Polícia Civil apurou que o homem que saiu minutos antes era o verdadeiro alvo da execução e possuía ligação com o tráfico de drogas. Sem perceber que ele já havia deixado o estabelecimento, os criminosos chegaram atirando, acreditando que o alvo ainda estava na barbearia. Hugo foi atingido pelos disparos e morreu ainda no local.
Imagens de câmeras de segurança reforçam a linha investigativa. As gravações mostram que o homem apontado como alvo deixou o estabelecimento poucos segundos antes da chegada do empresário. Cerca de dez minutos depois, os atiradores apareceram e executaram a ação criminosa.
Durante o ataque, o barbeiro João Victor Pereira também foi baleado no tórax. Ele permaneceu internado por mais de 20 dias e atualmente se recupera em casa. Conforme a investigação, há indícios de que os criminosos também tentaram matar o profissional para eliminar possíveis testemunhas do crime.
Hugo Gabriel Moll atuava no setor da construção civil, não possuía antecedentes criminais e era conhecido no meio empresarial. Ele deixa a esposa, com quem mantinha um relacionamento de aproximadamente duas décadas e havia oficializado a união há menos de dois meses, além de um filho de 12 anos.
Como parte do avanço das investigações, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão suspeitos apontados como responsáveis pela organização da ação, apoio logístico, fornecimento das armas, monitoramento do alvo e condução do veículo utilizado na fuga. Parte dos investigados possui histórico criminal por crimes como tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma de fogo, receptação e lesão corporal.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Segundo a Polícia Civil, a investigação envolveu um amplo trabalho de inteligência, incluindo análise de imagens do sistema de monitoramento urbano, câmeras de segurança e laudos periciais. Os materiais apreendidos durante as operações passarão por perícia e devem contribuir para a conclusão do inquérito e o completo esclarecimento do caso.
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