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Casal confessa morte de recém-nascido e troca acusações sobre autoria do crime; Justiça mantém prisões preventivas
Bebê foi encontrado morto em Duque de Caxias após a mãe procurar atendimento médico. Em depoimento, pai e mãe admitiram a asfixia da criança, mas apresentaram versões diferentes sobre quem cometeu o homicídio.
30/07/2026 08h59
Por: Admin Fonte: Nosso Dia

A investigação sobre a morte de um recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou um novo desdobramento após os pais da criança confessarem, em depoimento à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o assassinato do bebê. Apesar da admissão do crime, cada um atribuiu ao outro a responsabilidade pela asfixia que provocou a morte da criança.

O caso veio à tona depois que a mãe, uma jovem de 22 anos, procurou atendimento no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes ao passar mal após o parto. Diante da situação, a equipe médica acionou a Polícia Militar, que se deslocou até a residência da família e encontrou o corpo do recém-nascido em um cômodo localizado nos fundos do imóvel.

Durante os depoimentos, os dois confirmaram que o bebê nasceu com vida e chorou logo após o parto, realizado na varanda da casa da avó materna. Segundo a investigação, a criança foi morta por asfixia pouco tempo depois do nascimento.

A mãe declarou aos investigadores que não pretendia ficar com o bebê e afirmou que, após o parto, pediu ao companheiro que retirasse a criança do local. Ela relatou ainda que tentou sufocar o recém-nascido e, posteriormente, deixou o bebê sob os cuidados do pai, que teria informado depois que a criança havia morrido.

Já o homem apresentou uma versão diferente. Em seu depoimento, afirmou que entrou em estado de choque diante da situação e responsabilizou exclusivamente a companheira pela morte do filho, alegando que foi ela quem realizou a asfixia.

As contradições entre os relatos serão analisadas ao longo da investigação, conduzida pela Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos e definir a participação de cada um no crime.

O casal foi autuado por homicídio qualificado. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante dos dois em prisão preventiva. Também foi negado o pedido da defesa da mãe para que ela respondesse ao processo em prisão domiciliar.

A investigação segue em andamento e deverá reunir novos elementos para concluir o inquérito e definir as responsabilidades criminais de cada um dos envolvidos.