Polícia Investigação
Ex-professor é investigado por pedir fotos íntimas de aluna de 15 anos e ameaçá-la com reprovação no Paraná
Polícia Civil apreendeu celular, notebook e pendrives do suspeito durante operação em Ponta Grossa; investigação também apura possível armazenamento de imagens envolvendo adolescentes
12/08/2026 09h30
Por: Admin Fonte: G1 Paraná

Um ex-professor da rede estadual de ensino de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de assédio sexual contra uma adolescente de 15 anos. Segundo a investigação, o homem teria solicitado fotos íntimas da estudante e, diante da recusa, utilizado a possibilidade de reprovação escolar como forma de pressão.

Mensagens obtidas pela polícia mostram que o suspeito teria ameaçado a adolescente para que ela enviasse as imagens. O conteúdo das conversas está sendo analisado pelas autoridades e integra a investigação conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o episódio teria ocorrido quando o investigado ainda trabalhava como professor da adolescente. Após o relato da estudante, o caso também resultou em um procedimento administrativo, e o docente foi afastado das funções.

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa informou que o homem não faz mais parte do quadro da rede estadual. Em nota, o órgão afirmou que permanece à disposição das autoridades e que fornecerá as informações solicitadas durante o andamento da investigação.

A apuração ganhou uma nova etapa na sexta-feira (7), quando policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, no bairro Uvaranas.

Durante a operação, realizada com apoio da Polícia Científica do Paraná, foram recolhidos um celular, um notebook e pendrives. Os equipamentos serão submetidos a perícia para verificar o conteúdo armazenado e esclarecer se há indícios de outros crimes.

Segundo a delegada responsável pelo caso, entre as hipóteses investigadas está a possibilidade de armazenamento de imagens de adolescentes. O material digital será analisado pelos peritos e poderá contribuir para determinar a extensão da investigação.

Até o momento, o nome do suspeito e o colégio onde ele trabalhava não foram divulgados. A investigação tramita sob sigilo, e, por isso, não há informações públicas sobre eventual defesa constituída pelo investigado.

O homem responde ao inquérito em liberdade. Conforme explicou a Polícia Civil, quando a denúncia foi formalizada, já não havia situação de flagrante que justificasse uma prisão naquele momento.

As investigações continuam, e a análise dos dispositivos apreendidos deverá ajudar a Polícia Civil a esclarecer as circunstâncias do caso e verificar se existem outros possíveis crimes relacionados ao investigado.