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Caminhoneiro é indiciado após polícia apontar velocidade de 148 km/h antes de acidente que matou motociclista no Paraná
A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o acidente que matou o motociclista Tommy Rodrigues Beva, de 36 anos, na PR-151, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
03/09/2026 09h59 Atualizada há 1 hora
Por: Admin Fonte: G1

A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o acidente que matou o motociclista Tommy Rodrigues Beva, de 36 anos, na PR-151, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O caso aconteceu no dia 20 de março.

Segundo a investigação, o motociclista foi atingido na traseira por um caminhão enquanto passava por um radar de velocidade. Com o impacto, Tommy sofreu politraumatismos e morreu ainda no local.

De acordo com o delegado Maurício Souza da Luz, a perícia analisou as marcas de frenagem deixadas pelo caminhão, que se estenderam por aproximadamente 185 metros. A análise apontou que o veículo trafegava a uma velocidade mínima estimada de 148,2 km/h no momento em que os freios foram acionados.

O trecho onde ocorreu o acidente tinha velocidade máxima permitida de 60 km/h.

Diante das circunstâncias, a Polícia Civil concluiu que a conduta do caminhoneiro, de 56 anos, teria ultrapassado uma situação de mera imprudência, indicando, segundo a investigação, que ele teria assumido o risco de provocar a morte.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Além disso, ele também foi indiciado pelo crime de inovação artificiosa. Conforme a Polícia Civil, o caminhoneiro teria adulterado o tacógrafo do veículo com o objetivo de dificultar as investigações sobre o acidente.

O crime de inovação artificiosa ocorre quando alguém altera propositalmente o estado do local, objeto ou pessoa envolvida em um acidente com vítima, com a intenção de induzir policiais, peritos ou a Justiça ao erro.

O nome do caminhoneiro não foi divulgado pela Polícia Civil. A conclusão do inquérito será encaminhada ao Ministério Público, que deverá analisar as providências cabíveis.