Educação Denúncia na Educação
Vereadores denunciam possível sobrepreço em pisos e falta de funcionários na Educação de Ponta Grossa
Parlamentares apontam diferença de até 3,4 vezes no valor de materiais, problemas em escolas e falhas na prestação de serviços; caso deve ser levado ao MPPR e ao TCE-PR
10/09/2026 16h37
Por: Admin Fonte: Gazeta do Paraná

A área da Educação de Ponta Grossa voltou ao centro das críticas na Câmara Municipal após vereadores levantarem suspeitas sobre contratos, estrutura das escolas e falta de funcionários na rede pública.

Durante a sessão desta quarta-feira (9), o vereador Guilherme Mazer (PT) usou a tribuna para denunciar possíveis irregularidades na contratação de uma empresa responsável pelo fornecimento de pisos modulares para unidades da rede municipal de ensino.

Segundo o parlamentar, uma licitação da Secretaria Municipal de Esportes teria adquirido pisos modulares pelo valor de R$ 85,86 o metro quadrado.

Em outra contratação, realizada pela Prefeitura com recursos destinados à Educação, um material semelhante teria sido adquirido por R$ 297 o metro quadrado.

A diferença representa um valor aproximadamente 3,4 vezes maior.

Diante dos números, Mazer afirmou que pretende encaminhar uma representação ao Ministério Público do Paraná e ao Tribunal de Contas do Estado para que os contratos sejam analisados.

Pisos também apresentariam problemas

Além do questionamento sobre os valores pagos, o vereador afirmou que os materiais já instalados em algumas unidades apresentariam falhas.

Entre os problemas citados estão pisos levantados, deformações e pontos com acúmulo de água.

Na tribuna, Mazer fez críticas duras à condução da Secretaria Municipal de Educação e afirmou que a pasta estaria enfrentando uma série de problemas relacionados a contratos e prestação de serviços.

As declarações, no entanto, representam acusações feitas pelo parlamentar e ainda deverão ser analisadas pelos órgãos competentes.

Limpeza das escolas também é alvo de críticas

Outro ponto levantado pelo vereador envolve a empresa Gerencial, responsável por serviços de limpeza em escolas municipais.

Segundo Mazer, algumas unidades estariam enfrentando falta de trabalhadoras e também problemas relacionados ao fornecimento de materiais de limpeza.

O parlamentar afirmou ainda que ex-funcionárias da empresa não teriam recebido integralmente verbas rescisórias após o encerramento de contratos.

De acordo com o relato apresentado na Câmara, a justificativa dada pela empresa seria a de que ainda não havia recebido os valores correspondentes do Município.

Mazer também questionou a permanência da atual secretária de Educação diante da sequência de problemas apontados.

Escolas teriam apenas uma servente para até 18 salas

As reclamações sobre falta de profissionais também foram reforçadas pelo vereador Geraldo Stocco (PV).

Segundo ele, funcionárias responsáveis pela limpeza teriam sido retiradas de algumas unidades da rede.

Em uma das escolas citadas, haveria apenas uma servente para atender entre 17 e 18 salas de aula.

Stocco alertou que a situação seria ainda mais delicada nos centros de educação infantil.

Nessas unidades, além da limpeza das salas e dos refeitórios, os trabalhadores precisam lidar com tarefas como higienização de roupas de cama e atendimento constante às necessidades das crianças.

Professores e diretores estariam assumindo outras funções

Os vereadores também relataram situações em que professores e diretores teriam deixado temporariamente suas funções para auxiliar na preparação e distribuição da merenda ou em atividades relacionadas à limpeza.

Segundo os parlamentares, a falta de funcionários estaria provocando uma sobrecarga nas equipes e afetando diretamente a rotina das unidades de ensino.

Os relatos fazem parte de uma série de críticas apresentadas pela oposição à administração municipal na área da Educação.

Denúncias ainda precisam ser apuradas

As suspeitas envolvendo os valores pagos pelos pisos, a execução dos contratos e os serviços prestados nas escolas ainda dependem de análise dos órgãos de fiscalização.

Caso a representação anunciada por Guilherme Mazer seja formalizada, caberá ao Ministério Público do Paraná e ao Tribunal de Contas avaliar os documentos, contratos e procedimentos adotados pela administração municipal.

Até que haja uma manifestação dos órgãos competentes, as informações permanecem no campo das denúncias e questionamentos apresentados pelos vereadores durante a sessão da Câmara.