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Escolha de Ratinho Junior para sucessão teria enfraquecido grupo político e resultado em derrota nas urnas
A escolha do governador Ratinho Junior por Sandro Alex para disputar sua sucessão no Governo do Paraná teria provocado um forte desgaste dentro do próprio grupo político.
05/10/2026 08h56
Por: Admin

A escolha do governador Ratinho Junior por Sandro Alex para disputar sua sucessão no Governo do Paraná teria provocado um forte desgaste dentro do próprio grupo político. A avaliação é de que nomes como Guto Silva, Alexandre Curi, Rafael Greca e Beto Preto tinham maior potencial eleitoral, mas acabaram seguindo caminhos diferentes após a decisão.

Segundo a análise, Alexandre Curi deixou de disputar o Governo do Estado e concorreu ao Senado. Rafael Greca saiu do PSD e foi para o MDB, posteriormente compondo a chapa como vice de Sandro Alex. Guto Silva se afastou da política, enquanto Beto Preto disputou a reeleição para deputado federal e terminou como o mais votado do PSD.

O texto aponta que o desempenho de Sandro Alex também prejudicou candidatos do partido. Em Ponta Grossa, sua cidade natal, ele teria perdido para Sérgio Moro, enquanto seu irmão, Marcelo Rangel, alcançou apenas 22 mil votos e terminou como suplente de deputado federal.

Erro na estratégia eleitoral

A escolha de Sandro Alex é atribuída, principalmente, à estratégia do marqueteiro argentino Jorge Gerez. A avaliação apresentada é de que houve uma aposta excessiva na capacidade de transferência de votos de Ratinho Junior.

O argumento é que popularidade não garante automaticamente a eleição de um sucessor, principalmente quando o candidato escolhido não possui forte identificação com o eleitorado estadual.

Paraná volta a ter segundo turno

A eleição também encerrou um longo período sem segundo turno para o Governo do Paraná. Segundo o texto, a última disputa em dois turnos havia ocorrido em 2006, entre Roberto Requião e Osmar Dias.

Desde então, Beto Richa e Ratinho Junior foram eleitos em primeiro turno. A eleição de Sérgio Moro também terminou na primeira rodada, mantendo o Paraná sem segundo turno por duas décadas.

Rodolfo Mota terá que repensar estratégia

O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, também aparece entre os políticos que teriam saído enfraquecidos do resultado. Ele havia apoiado Sandro Alex, mas o candidato terminou apenas em terceiro lugar na cidade, atrás de Sérgio Moro e Requião Filho.

A carreata organizada às vésperas da eleição também não teria produzido o resultado esperado.

Ex-governadores não conseguem voltar à Câmara

Os ex-governadores Roberto Requião e Beto Richa também ficaram de fora da Câmara dos Deputados.

Requião, pelo PDT, obteve cerca de 79 mil votos, enquanto Beto Richa, pelo PSDB, chegou a aproximadamente 58 mil, números insuficientes para garantir a eleição.

Marqueteiro paranaense ganha destaque

A análise ainda coloca em evidência o trabalho do marqueteiro paranaense Marcelo Cattani, responsável pela campanha de Sérgio Moro. O texto destaca que Cattani já havia derrotado o grupo de Sandro Alex na eleição municipal de 2024, em Ponta Grossa.

Na avaliação apresentada, o conhecimento do cenário político paranaense e dos adversários teria sido um diferencial na campanha.

Outros resultados

Entre os nomes citados como surpresas negativas está o ex-prefeito de Arapongas Sérgio Onofre, do PSD, que não conseguiu se eleger deputado estadual. Ele recebeu cerca de 23 mil votos em Arapongas, abaixo dos 30 mil esperados pelo grupo.

Em Apucarana, o vereador Lucas Leugi também teve desempenho abaixo da expectativa, com aproximadamente 8,8 mil votos para deputado estadual.

Já Beto Preto conseguiu a reeleição para deputado federal e foi o mais votado do PSD, com cerca de 177 mil votos, embora abaixo da expectativa de seu grupo, que projetava mais de 200 mil.

O texto também avalia que Alexandre Curi poderia ter tido desempenho superior ao de Sandro Alex caso tivesse disputado o Governo do Estado, levando em consideração a votação obtida posteriormente na disputa pelo Senado.