Um fazendeiro de Candói, na região central do Paraná, foi multado em R$ 94 mil após ser flagrado derrubando e queimando vegetação nativa para abrir espaço para a criação de gado. A irregularidade foi identificada pela Polícia Militar Ambiental em uma propriedade rural localizada na Estrada Rural Cavernoso.
Segundo a corporação, a área destruída soma 5,44 hectares, o equivalente a 54,4 mil metros quadrados, extensão superior a sete campos de futebol. Parte do desmatamento ocorreu em Área de Preservação Permanente (APP), às margens de um curso d’água.
Do total, 5,18 hectares de vegetação nativa foram destruídos fora de APP, por meio de corte com motosserra e uso de fogo. Outros 0,26 hectare foram atingidos dentro de área protegida, com corte de árvores e destoca.
A Polícia Militar Ambiental informou que toda a vegetação afetada pertence ao bioma Mata Atlântica e estava em estágio médio de regeneração, ou seja, em processo de recuperação após uma intervenção anterior.
Além das sanções administrativas, o proprietário será investigado pela Polícia Civil e poderá responder criminalmente pelos danos ambientais.
De acordo com as normas do Instituto Água e Terra (IAT), o corte de espécies florestais exóticas, como pinus e eucalipto, geralmente dispensa autorização prévia, desde que as árvores não estejam em Área de Preservação Permanente.
Já a supressão de espécies nativas, como a araucária, exige autorização ambiental, independentemente da localização.
A Polícia Militar Ambiental recebe denúncias de desmatamento ilegal e outros crimes ambientais pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.