
Após três dias de velório aberto para homenagens, o Papa Francisco foi sepultado na manhã deste sábado (26), na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. Francisco tornou-se o oitavo pontífice a ser enterrado no local, algo que não acontecia há mais de 350 anos.
A despedida foi marcada por emoção e uma grande mobilização de fiéis e líderes mundiais. Cerca de 250 mil pessoas acompanharam as cerimônias, que contaram ainda com a presença de cerca de 50 chefes de Estado, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o norte-americano Donald Trump, o argentino Javier Milei e o ucraniano Volodmir Zelenski.
A cerimônia teve início na Praça de São Pedro, onde a Missa das Exéquias foi celebrada pelo decano do Colégio dos Cardeais, Giovanni Battista Re. A praça, lotada desde a madrugada, foi tomada por aplausos quando o caixão foi posicionado diante do altar. Jovens e famílias inteiras madrugaram para garantir um lugar na despedida, enfrentando forte esquema de segurança.
Durante a homilia, Battista Re descreveu Francisco como “um papa do povo, de coração aberto a todos”, lembrando seu estilo simples e espontâneo, sua defesa da paz e seu esforço em tornar a Igreja uma casa acolhedora para todos. O discurso foi interrompido por momentos de aplausos da multidão.
Após a missa, o cortejo fúnebre percorreu 5,5 km até a Basílica de Santa Maria Maggiore, onde o sepultamento foi realizado de forma reservada, sem transmissão ao público. A partir deste sábado, missas diárias serão celebradas em sufrágio pela alma do pontífice até o dia 4 de maio, sempre às 17h, na Basílica de São Pedro.
Papa Francisco deixa um legado de empatia, simplicidade e firme defesa da paz mundial, valores que marcaram seu pontificado e emocionaram o mundo em sua despedida.
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